Publicado em 4 de setembro de 2015

"Dia histórico para o rock gaúcho", era o que prenunciava o 2º Caderno de 11 de setembro de 1985 sobre o festival Rock Unificado. Não era para menos: o show foi a semente que deu origem ao álbum Rock Grande do Sul, disco que colocaria o rock gaúcho no mapa da indústria musical brasileira. Trinta anos depois, relembre o momento que mudou a música do Estado.

texto

Alexandre Lucchese

alexandre.lucchese@zerohora.com.br

 

 

Edição de texto

Patrícia Rocha
Francisco Dalcol

 

 

Captação e edição de vídeo

Fabrício Almeida

 

REPORTAGEM

Alexandre Lucchese
Fabrício Almeida
Lucio Brancato
Porã Bernardes

Fotos

Dulce Helfer

Lisette Guerra

Acervo do Curso Unificado

Divulgação das bandas

 

Design

Hélène Boittelle

 

 

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UMA NOITE HISTÓRICA
﷯a plateia, não dava para ter certeza se aquele menino no palco era mesmo maior do que o contrabaixo que tocava. Aos 17 anos, Charles Master era um adolescente ainda em fase de crescimento, mas já executava com segurança as rápidas linhas de baixo do TNT e cantava algumas das canções do grupo, que contava também com os vocais de Nei van Soria e Flávio Basso, o futuro Júpiter Maçã e depois Apple. Naquela noite amena de 11 de setembro de 1985, eles encaravam um Gigantinho pratiquemente lotado para ver o festival de bandas locais Rock Unificado.
Diante das mais de 10 mil pessoas, os guris sequer sabiam que havia outro motivo para realmente ficarem nervosos. Vindo do Rio, um olheiro da gravadora RCA iria acompanhar os shows em busca de novos talentos para gravar uma coletânea que apresentaria as bandas gaúchas ao país. Era o início de uma jornada que culminaria no álbum Rock Grande do Sul (1986), que levaria para o Brasil uma cena que vinha sendo fermentada pela coletânea local Rock Garagem (1984) e pela Ipanema FM.
– A gente fazia música pelo prazer de tocar guitarra, de se encontrar aos sábados e cantar. Mal sabíamos que o rock do Sul estava prestes aparecer para o Brasil inteiro – rememora Master, que cantou naquela noite Entra Nessa, que estaria no disco.
10 BANDAS NO GIGANTINHO
"Dia histórico para o rock gaúcho." Era o que prenunciava a capa do 2º Caderno daquela quarta-feira. Já o organizador do evento, Régis Gonzaga, não tinha tanta certeza do que poderia acontecer.
– Havia o temor de que não houvesse gente suficiente para encher o ginásio. Já estaria feliz se viessem 6 mil pessoas – lembra o professor do curso Unificado.
Vivia-se o estouro do rock no Brasil, fenômeno que teve início com o megassucesso da Blitz, a partir de 1982, seguido de diferentes hits de bandas nacionais.
– O cara que não tinha uma banda naquela época era um deslocado: não pegava ninguém. Havia cada vez mais grupos, mas o número de locais para tocar não aumentava. De tanto ouvir meus alunos se queixando disso, pensei o que fazer para ajudar a molecada – explica Régis, ao lembrar de como nasceu a ideia do festival.
As 10 bandas escolhidas para tocar na noite espelhavam a diversidade da cena local. Entre os grupos mais experientes, Garotos da Rua e Taranatiriça tinham uma sonoridade próxima das bandas dos anos 1970, já Julio Reny e KM0 trafegava por um espectro maior de influências. Outro destaque, que encerraria a noite, eram os punks do Replicantes. Completavam o time de bandas que despontava nas rádios a partir de coletâneas de alcance local e fitas-demo, como Prise, Engenheiros do Hawaii, TNT, Banda de Banda e Os Eles. Para os metaleiros, o grande momento seria o show da Astaroth.
Muitas das bandas tinham poucos meses de trajetória, e a inexperiência ia além do palco: a organização era formada por professores e monitores do cursinho que jamais haviam trabalhado na promoção de eventos.

 

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O OLHEIRO QUE VEIO DO RIO
Para apreensão dos organizadores, o público não chegou cedo ao Gigantinho. Mas, aos poucos, os adolescentes ganharam a pista e as arquibancadas. Alguns deles vestiam camisetas pretas e usavam munhequeiras de couro, enquanto outros exibiam vistosos moicanos.
A presença massiva era um indício de que a cena roqueira porto-alegrense, que vinha ganhando corpo a partir da movimentação no Bom Fim e de apresentações em universidades, tinha potencial para conquistar espaços bem mais amplos. Confirmava-se a intuição de Claudinho Pereira, conhecido como o primeiro DJ de Porto Alegre e divulgador de gravadoras, de que o rock gaúcho poderia ser o grande sucesso no verão de 1986. Foi ele quem trouxe o olheiro da RCA, Tadeu Valerio, para ver in loco os talentos gaúchos.
– Não teria sentido eu convidar o Tadeu para vir a Porto Alegre e ficar com ele na minha casa ouvindo as fitas das bandas. O festival seria um grande acontecimento, era importante ver as bandas no palco. Foi a ocasião perfeita – conta Pereira.
Das cinco bandas selecionadas para o álbum Rock Grande do Sul, quatro se apresentaram naquela noite.
– Sem Rock Unificado, não existiria Rock Grande do Sul – sentencia Pereira sobre o festival, que ainda teve edições nos dois anos seguintes.
Se a presença de Valerio passou em branco para muitos, como Charles Master, era conhecida por algumas bandas:
– Era um evento muito esperado por dois motivos. Primeiro, porque ninguém imaginava que o Gigantinho poderia ter um bom público só para bandas gaúchas. Segundo, porque sabíamos que esse show serviria como um teste para as bandas – diz o cineasta Carlos Gerbase, então baterista d'Os Replicantes.
Já Humberto Gessinger, dos Engenheiros do Hawaii, não tem certeza se sabia do olheiro:
– É bem possível que a gente soubesse, mas não lembro de ter tocado sob essa influência e lembro da surpresa de ser convidado para a coletânea. Não estava no nosso horizonte impressionar uma gravadora.

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Depois do show, Claudinho Pereira e Tadeu Valerio passaram à discussão das bandas que deveriam entrar na coletânea. O critério de seleção era o ineditismo e a capacidade do som das bandas em se adaptar ao novo rock que surgia nas rádios brasileiras dos anos 1980. As escolhidas foram Engenheiros do Hawaii, Garotos da Rua, Os Replicantes, TNT e DeFalla.

Esta última foi a única que não tocou no Rock Unificado, mas foi defendida por Claudinho Pereira por ser uma banda de vanguarda, com potencial para conquistar a crítica e ditar tendências.

– Houve ranço de bandas mais velhas, e até mais estruturadas, mas nosso foco era a gurizada – diz Claudinho Pereira.

Algumas logo se empolgaram com a possibilidade de assinar contrato com uma grande gravadora, outras, no entanto, não se convenceram tão facilmente. Os Replicantes, por exemplo, deram um chá de banco de uma hora no diretor artístico da RCA, Guti Carvalho, e impuseram – com sucesso – suas condições:

– A gente disse: "Vocês até podem escolher o produtor, mas nós é que escolheremos as músicas que vamos gravar e como serão gravadas. E tem mais: a gente só assina contrato para a coletânea se a gravadora se comprometer a gravar também um álbum só da banda" – conta Gerbase.

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Com medo de que a gravadora pudesse forçar a barra para tornar as músicas mais comerciais, muitas bandas tomaram medidas para se proteger. A principal foi evitar fazer as gravações nos estúdios do Rio, onde ficavam os produtores conhecidos como mãos-de-ferro. Assim, Os Replicantes, Engenheiros do Hawaii e Garotos da Rua foram parar em São Paulo, onde o clima de liberdade era maior. Ao lado dos produtores Luiz Carlos Maluly e Reinaldo Barriga Brito. Já TNT e DeFalla ficaram no Rio, com produção de Joe Euthanázia e Torcuato Mariano, respectivamente. Biba Meira, baterista do DeFalla, conta que, em meio ao deslumbramento de ter sido descoberta por uma grande gravadora, a banda sequer pensou em negociar outro local de gravação:

– A gente foi direto para o Rio porque achou o máximo o convite!

Estimado por dar liberdade aos músicos e deles conseguir extrair seu melhor, Barriga acabou sendo figura central no rock gaúcho oitentista, gravando também os primeiros álbuns individuais de todas as bandas do Rock Grande do Sul, assim como do Nenhum de Nós.

– As bandas chegavam verdes, sem muito conhecimento técnico nem instrumentos com precisão para estúdio. Não tinham nada, era preciso construir do início. Mas nada era inventado, tudo saía muito naturalmente. E, quando havia algum conflito com a indústria, eu sempre ficava do lado dos aventureiros, porque só assim conseguia extrair alguma verdade deles para colocar nos discos – relembra Barriga.

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Lançado em janeiro de 1986, o Rock Grande do Sul não ficou marcado como um sucesso de vendas, mas a execução massiva nas rádios e as turnês de divulgação abriram caminho para o lançamento dos álbuns individuais das bandas, que venderam centenas de milhares de cópias.

– Esse foi o disco que tirou o rock gaúcho da garagem – resume Pereira.

Para Gerbase, o álbum impulsionou a cena local de modo inédito até então:

– O Rock Grande do Sul colocou o rock gaúcho no mapa da música brasileira. Com ele, as bandas subiram um degrau de modo muito rápido, com mais circulação, mais shows, mais espaço nas rádios e expectativas mais altas.

Para o crítico musical Juarez Fonseca, trata-se do registro de um divisor na música popular do Estado:

– A gente não conta muitos momentos como o Rock Unificado na história de Porto Alegre. O Rock Grande do Sul lançou cinco bandas fundamentais do Estado, fazendo justiça a uma cena que era forte e que finalmente teria algum destino fora dos pequenos espaços daqui.

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antes do Rock do grande do sul
Único grupo que entrou na coletânea Rock Grande do Sul sem ter tocado no Rock Unificado, o DeFalla era conhecido pelo visual extravagante e pelo som antenado nas novas tendências da música pop internacional. Eles participaram do disco por insistência de Claudinho Pereira, que apostava no perfil inovador do grupo, então formado por Edu K (vocal e guitarra), Carlo Pianta (baixo) e Biba Meira (bateria). – Morei em São Paulo e Foz do Iguaçu. Quando voltei para Porto Alegre, em 1983, era o auge do nativismo. O Borghettinho era o Roberto Plant e o Jimmy Page numa pessoa só, o ídolo da gurizada. E eu já era tri new wave, gravava no videocassete shows de The Police, The Clash, Duran Duran. Era como se o pessoal daqui vivesse outra época – lembra Edu K.
O DeFalla nasceu como uma divisão da banda Fluxo, que pretendia se manter new wave, enquanto Edu, Pianta e Biba queriam explorar as sonoridades mais darks e pesadas do pós-punk. O trio se manteve apenas no disco Rock Grande do Sul. Logo, Carlo Pianta sairia – ele integraria depois bandas como Graforreia Xilarmônica e Expresso Oriente –, e o DeFalla receberia Carlo “Castor” Daudt (guitarra) e Flávio “Flu” Santos (baixo).
depois do Rock grande do sul
O DeFalla apresentou as músicas Você Me Disse e Instinto Sexual, ambas de Edu K. As faixas não se tornaram hits, mas comprovaram a expectativa da gravadora de que o grupo poderia agradar à crítica especializada. Os shows de divulgação fizeram a fama deles como uma grande banda de palco, e o DeFalla passou a ser cultuado por aficionados por música Brasil afora.
hoje
A banda passou por diferentes formações ao longo do tempo e foi recentemente tema do documentário Sobre Amanhã, de Diego de Godoy e Rodrigo Pesavento. Com Edu K (vocal), Castor (guitarra), Carlo Pianta (baixo) e Biba Meira (bateria), o grupo gravou o disco Monstro, que deve ser lançado em breve.
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engenheiros do hawaII
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Antes do Rock do grande do sul
Quando os Engenheiros do Hawaii subiram ao palco do Gigantinho no festival Rock Unificado, mal tinham seis meses de vida como banda. O grupo, no entanto, já emplacava seus primeiros hits na rádio Ipanema, como Segurança e Por que Não, esta jamais registrada em disco.
– Foi uma noite de muito nervosismo e excitação, regada a álcool, mas não tanto álcool que me fizesse esquecer – conta Humberto Gessinger, líder do grupo.Na época, Gessinger assumia vocais e guitarra, sendo acompanhado por Carlos Maltz, baterista que permaneceu no grupo até 1996, e Marcelo Pitz, baixista que saiu antes do segundo disco, levando com ele também a influência ska e new wave que marcava a fase inicial dos Engenheiros.
– Quando Tadeu Valério (olheiro da RCA) chegou do Rio, fui levá-lo aos ensaios do Rock Unificado – conta o produtor Claudinho Pereira. – Os Engenheiros chamaram a atenção ali mesmo, era algo que lembrava Paralamas do Sucesso e The Police.
depois do Rock grande do sul
Na coletânea, a banda entrou com as faixas Segurança (Gessinger) e Sopa de Letrinhas (Gessinger e Pitz). A boa execução nas rádios do país abriu caminho para o primeiro álbum individual do grupo, Longe Demais das Capitais (1986), que vendeu 100 mil cópias em menos de seis meses.
hoje
Depois de passar por diferentes formações, os Engenheiros fizeram uma pausa sem volta definida, que se estende desde 2008. De lá para cá, Humberto Gessinger, detentor da banda, se dedicou a projetos literários, ao duo musical Pouca Vogal (com Duca Leindecker) e à carreira solo.
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Antes do Rock do grande do sul
Grupo mais tarimbado da coletânea, o Garotos da Rua tocava nos palcos da Capital desde 1983 e vinha criando um circuito roqueiro no Interior, ainda pouco estruturado para shows. A banda era formada por Bebeco Garcia (guitarra e voz), Justino Vasconcelos (guitarra), Ricardo "King Jim" Cordeiro (saxofone), Geraldo Freitas (baixo) e Edinho Galhardi (bateria).– Era um trabalho de bandeirante viajar pelo Estado – conta o saxofonista King Jim. Influenciados pelo blues e pelo rock clássico de bandas como Rolling Stones, os Garotos tinham o compacto Programa circulando nas rádios e também estavam entre os participantes da coletânea independente Rock Garagem (1984), marco da cena local.
– A gente tocava todos os finais de semana. Depois que fomos morar no Rio, deixamos esse mercado aberto para as bandas locais – avalia Galhardi.
Mais do que pioneirismo, eles representavam uma inspiração para as bandas mais jovens.
– A gente queria tocar rock como os Garotos da Rua tocavam, mas eles eram mais velhos e tocavam muito bem. Nós, com menos experiência e mais nervosismo, acabávamos tocando mais rápido – conta Charles Master, do TNT.
depois do Rock grande do sul
Entraram para o disco as faixas Sozinho Outra Vez e Tô de Saco Cheio, ambas de Carlos Carames e José Mello – esta última foi um dos maiores sucessos do verão de 1986, levando o grupo a fixar residência no Rio, onde gravou participações em programas de TV, como o Cassino do Chacrinha, e viajar com mais facilidade para outros destinos do país.
hoje
O grupo permaneceu unido até 1989, lançando três discos pela RCA. De lá para cá, fez reuniões esporádicas com diferentes formações. Em 2010, Bebeco Garcia morreu em decorrência de uma infecção hospitalar, aos 56 anos.
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replicantes
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Antes do Rock do grande do sul
Os Replicantes eram o grande sucesso da nova onda roqueira que tomava conta de Porto Alegre. Formada por Wander Wildner (vocais), Claudio Heinz (guitarra), Heron Heinz (baixo) e Carlos Gerbase (bateria), a banda era uma das mais esperadas do festival Rock Unificado, já tendo lançado o compacto de Surfista Calhorda e se apresentado em shows individuais de grande público. – Eles eram um monumento. Uma banda que tem dois irmãos Heinz colados um ao outro, o Gerbase saindo do andamento o tempo todo e o Wander tocando o horror é perfeita. É mais que uma banda de rock, é uma estátua que não pode mexer e, mesmo mexendo, continua legal sempre _ avalia Carlos Eduardo Miranda, o Gordo Miranda, figura atuante na cena da época em bandas como Urubu Rei. Gerbase conta que a contratação pela gravadora foi um momento de euforia, mas havia a preocupação de manter a crueza que marcava a banda:
– Fizemos no estúdio em São Paulo o mesmo que fazíamos aqui.
depois do Rock grande do sul
O grupo participou do disco com A Verdadeira Corrida Espacial (Gerbase e Claudio Heinz) e Surfista Calhorda (Gerbase e Heron Heinz). A coletânea serviu para promover a banda na cena punk de diferentes regiões do país.
– Se você for para Manaus, Belém, São Luís do Maranhão, Macapá ou qualquer outra cidade, vai perceber que, de 1986 para cá, tem fãs d'Os Replicantes – diz Gerbase.
hoje
A banda se mantém na ativa com Julia Barth (vocal), Claudio Heinz (guitarra), Heron Heinz (baixo) e Cléber Andrade (bateria).
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TNT ..........................................................................................
Antes do Rock do grande do sul
Apesar de serem os mais jovens a participar da coletânea Rock Grande do Sul, os músicos do TNT já tocavam há cerca de um ano em festivais escolares e casas noturnas como Ocidente e B'52. A formação que se apresentou no Rock Unificado e gravou as duas faixas do disco incluía Flávio Basso (o futuro Júpiter Maçã e depois Apple, vocal e guitarra), Nei Van Soria (guitarra), Charles Master (baixo) e Felipe Jotz (bateria). Por aliar a sonoridade do rockabilly e a velocidade do punk, o som dos rapazes era rotulado como "punkabilly". Master lembra que os estúdios e os instrumentos importados disponibilizados para gravações pela RCA, no Rio, impressionaram o grupo, que havia levado suas guitarras e baixos de Porto Alegre.
– Quando vimos aquilo tudo, combinamos: "Vamos chegar no hotel e esconder todos nossos instrumentos debaixo da cama para ninguém ver que a gente trouxe essas m... para gravar o disco" – conta Master.
depois do Rock do grande do sul
Insatisfeitos com os rumos musicais da banda, Basso e Sória resolveram abandonar o TNT para montar Os Cascavelletes ainda em 1986. A partir de então, o grupo seguiu com Master nos vocais, e Marcio Petracco e Tchê Gomes assumiram as guitarras. A banda não alcançou o mesmo sucesso de Garotos da Rua e Engenheiros do Hawaii fora do Estado, mas se solidificou como uma das mais populares nas rádios e no circuito de shows do Rio Grande do Sul. Entra Nessa, uma das faixas gravadas na coletânea, é ainda hoje um dos clássicos do rock gaúcho.
hoje
Depois de algumas mudanças, o TNT encerrou as atividades em 1994, mas voltou a se reunir nos anos 2000 para gravar CD e DVD. Charles Master segue na ativa, fazendo shows com novas composições e sucessos da banda. Da mesma forma, Flávio Basso, hoje Júpiter Apple, e Nei van Soria desenvolvem carreiras solo. Além disso, desde 2008, a banda Tenente Cascavel reúne alguns dos integrantes do TNT e d’Os Cascavelletes.

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