Debate

África é tema de seminário da Bienal da Mercosul nesta quarta-feira

Encontro reunirá professores de diferentes áreas dedicados a estudar o continente africano

Por: Alexandre Lucchese
18/04/2017 - 13h25min | Atualizada em 18/04/2017 - 13h25min
África é tema de seminário da Bienal da Mercosul nesta quarta-feira DDA Produções/Divulgação
Angolano radicado na Capital, rapper Narrador Kanhanga fará performance antes do debate Foto: DDA Produções / Divulgação  

A 11ª Bienal do Mercosul ainda nem foi aberta, mas já começa a levantar debates em Porto Alegre. O primeiro deles está marcado para esta quarta-feira, às 19h, no Auditório do Memorial do RS (Sete de Setembro, 1.020), com entrada franca. Trata-se do seminário O Triângulo do Atlântico na Contemporaneidade, que reunirá professores de diferentes áreas dedicados a estudar o continente africano.

Marcada para o período de 5 de abril a 4 de junho de 2018, a Bienal terá como tema as influências culturais dos três vértices históricos da América Latina – as matrizes europeia, americana e africana.

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– Um ponto de partida importante para pensar as relações desse triângulo é refletir sobre o lugar que a África ocupa nesse momento. Nosso objetivo com o seminário é levantar questões do continente hoje, depois de tanto tempo de colonização, em um mundo que já não é mais polarizado como o da Guerra Fria – explica o coordenador do encontro, professor José Rivair Macedo, do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros, Indígenas e Africanos da UFRGS.

Macedo mediará o debate, que terá como convidados os professores Paulo Visentini (Relações Internacionais/UFRGS), José Carlos dos Anjos (Sociologia/UFRGS) e Marçal Paredes (História/PUCRS). Na abertura, o evento contará com uma performance do rapper angolano Narrador Kanhanga, que está radicado em Porto Alegre há 10 anos. 

– Nos próximos eventos, queremos trazer também gente da África para debater, mas é claro que será impossível dar conta de toda a diversidade do continente. No entanto, embora exista uma diversidade linguística, étnica e cultural, a ideia que o mundo tem sobre a África e os africanos não é tão diversa – diz Macedo.

Para o organizador, refletir sobre a África é também um modo de compreender melhor o Brasil.

– Por mais que o Brasil tenha se tornado independente há mais tempo que os Estados africanos, ainda sentimos desdobramentos da herança colonial. A história da inclusão dos afrodescendentes no país é muito lenta, sendo ainda muito difícil. Na Bienal, poderemos ver confluências e divergências por meio da arte – afirma Macedo.

 
 
 
 
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