Artes visuais

Fundação Iberê Camargo retoma Programa Artista Convidado do Ateliê de Gravura

Projeto que havia sido suspenso em 2015 recomeça com a participação da artista Claudia Hamerski

11/07/2017 - 17h58min | Atualizada em 11/07/2017 - 17h58min

Após ampliar os horários de sua sede – que agora também abre aos domingos, além de sextas e sábados – e passar a promover atividades especiais todos os finais de semana, a Fundação Iberê Camargo retomou nesta semana o Programa Artista Convidado do Ateliê de Gravura, que havia sido suspenso em 2015. A primeira artista a participar é a gaúcha Claudia Hamerski, que desde segunda-feira está trabalhando na antiga prensa que pertenceu ao artista Iberê Camargo. Ela segue produzindo até sábado (15 de julho), quando o ateliê estará aberto ao público, entre 16h e 18h. 

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A Fundação divulgou também os nomes dos próximos convidados do programa: Michel Zózimo, Romy Pocztaruk e Rodolpho Parigi. Eles participarão de uma conversa aberta ao público, ao lado de Claudia e do coordenador do Programa e do Acervo da Instituição, Eduardo Haesbaert, no segundo semestre. 

Criado em 1999, o projeto levou, ao longo dos anos, artistas importantes para trabalhar no ateliê que era Iberê Camargo, entre eles, Carlos Fajardo, Karin Lambrecht, Léon Ferrari, Nuno Ramos, Regina Silveira, e Waltercio Caldas. O coordenador do Programa e do Acervo da Instituição, Eduardo Haesbaert, comemora o retorno da iniciativa:

– Estou especialmente animado com a retomada. Assim segue o ateliê do Iberê, onde comecei, e eu sigo na troca com artistas de diferentes trajetórias e poéticas. No ateliê, no espaço pensante, na presença, na troca, é um convite à experimentação na gravura.

Por meio do programa, a artista Claudia Hamerski está tendo seu primeiro contato com a técnica da gravura em metal. Para tanto, levou seus desenhos, que ampliam pequenas plantas entranhadas nas ruas e muros da cidade, para servirem de base para experimentação.

– Meu olhar para o projeto é o de uma artista investigadora que entra em contato com uma linguagem que ainda não conhece, disposta a explorar as etapas do processo e pensar o trânsito do desenho para a gravura e as suas peculiaridades – afirma Claudia.

A Bolsa Iberê Camargo e a catalogação da obra de Iberê, outros projetos interrompidos em 2015 devido a crise financeira da instituição, continuam suspensos. 

Artista Claudia Hamerski trabalha no ateliê com equipamentos que pertenceram a Iberê Camargo Foto: Divulgação / Fundação Iberê Camargo


 
 
 
 
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