Cinema na fronteira

Cristiane Oliveira é premiada no Festival do Rio com "Mulher do pai"

Filme rodado na região de Dom Pedrito, no Rio Grande do Sul,  ganhou também os troféus de melhor atriz coadjuvante e fotografia 

17/10/2016 - 11h12min | Atualizada em 17/10/2016 - 15h17min
Cristiane Oliveira é premiada no Festival do Rio com "Mulher do pai" Divulgação / Festival do Rio/Festival do Rio
Foto: Divulgação / Festival do Rio / Festival do Rio

A cineasta porto-alegrense Cristiane Oliveira ganhou o prêmio de melhor direção de ficção do 18º Festival do Rio com seu primeiro longa-metragem, Mulher do pai, que conquistou ainda outros dois importantes troféus na Première Brasil, principal mostra do evento: melhor atriz coadjuvante, para a uruguaia Verónica Perrota, e melhor direção de fotografia, assinada por Heloísa Passos — dividido com Fernando Lockett, de Super orquestra arcoverdense de ritmos americanos.

Diretora gaúcha Cristiane Oliveira estreia em longa com "Mulher do pai"

A produção gaúcha foi destaque na cerimônia de encerramento do Festival do Rio, na noite de domingo, que distribuiu os 13 principais prêmios da Première Brasil para 11 títulos. O drama Fala comigo, de Felipe Sholl, ficou com o troféus de melhor filme e melhor atriz, para Karine Teles, no papel de uma mulher depressiva que, após terminar seu casamento, se envolve com um adolescente filho de sua terapeuta.

Ambientado na região fronteiriça do Rio Grande do Sul com o Uruguai, com locações principais em Dom Pedrito, Mulher do pai, acompanha o relacionamento entre uma menina de 16 anos (Maria Galant) e seu pai cego (Marat Descartes), por quem a garota fica responsável após a morte da avó. A distante convivência do homem com a jovem será conturbada pela presença de uma professora uruguaia (Verónica).

Nelson Xavier (Comeback) e Júlio Andrade (por dois filmes, Redemoinho e Sob pressão) dividiram o prêmio de melhor ator.  Stepan Nercessian (Sob pressão) foi eleito o melhor ator coadjuvante, e A luta do século, de Sérgio Machado, sobre a rivalidade dos pugilistas Reginaldo Holyfield e Luciano Todo Duro, venceu entre os documentários.

Principais vencedores da Première Brasil no 18º Festival do Rio

Melhor longa de ficção — Fala comigo, de Felipe Sholl
Melhor longa documental — A luta do século, de Sérgio Machado
Melhor direção de ficção — Cristiane Oliveira, por Mulher do pai
Melhor direção de documentário: Sérgio Oliveira, por Super orquestra arcoverdense de ritmos americanos
Melhor atriz – Karine Teles, por Fala comigo
Melhor ator – Nelson Xavier, por Comeback, e Julio Andrade por Redemoinho e Sob pressão
Melhor atriz coadjuvante — Verónica Perrotta, por Mulher do pai
Melhor ator coadjuvante - Stepan Nercessian, por Sob Pressão
Melhor fotografia — Heloisa Passosm por Mulher do pai, e Fernando Lockett, por Superorquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos  
Melhor montagem — Marcio Hashimoto, por Era o Hotel Cambridge
Melhor roteiro — Martha Nowill e Charly Braun, por Vermelho Russo
Melhor curta-metragem — O estacionamento, de William Biagioli
Prêmio Especial do Júri — Redemoinho, de José Luiz Villamarim
Menção honrosa direção de documentário — Marcos Prado, por Curumim
Menção honrosa curta-metragem — Demônia, um melodrama em 3 atos, de Fernanda Chicollet e Cainan Baladez

 
 
 
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