Artes cênicas

O que ver no 12º Festival Palco Giratório, que começa nesta quinta em Porto Alegre

Evento apresentará espetáculos de teatro, dança e circo até 28 de maio

Por: Fábio Prikladnicki
03/05/2017 - 07h00min | Atualizada em 19/05/2017 - 12h54min
O que ver no 12º Festival Palco Giratório, que começa nesta quinta em Porto Alegre Leonardo Pequiar/Divulgação
"Quem Tem Medo de Travesti", do Coletivo As Travestidas, é um dos destaques da programação Foto: Leonardo Pequiar / Divulgação  

Começa nesta quinta (4/5) um dos eventos mais aguardados do calendário cênico da Capital. Em sua 12ª edição, o Festival Palco Giratório Sesc/POA apresentará 54 espetáculos de teatro, dança e circo criados por 46 grupos. É um raro momento para conhecer trabalhos de 13 estados brasileiros, da Bolívia e uma coprodução Brasil/Itália. Os gaúchos do Ói Nóis Aqui Traveiz são homenageados do Circuito Nacional e estão na programação do festival com Caliban (nesta quinta e sexta, às 16h, no Largo Glênio Peres). Os ingressos para os espetáculos custam R$ 20, com exceção de O Casal Palavrakis (R$ 30) e Os Dois Gêmeos Venezianos (R$ 40). Há descontos para estudantes, classe artística, idosos e portadores do cartão Sesc/Senac. Veja, nesta página, alguns dos convidados que podem surpreender.

Tablado de Arruar (SP)
Dirigida por Alexandre Dal Farra e Clayton Mariano, a Trilogia Abnegação encena a saga de um partido político de esquerda, dos tempos de idealismo até os efeitos de sua chegada ao poder, em declarada alusão ao PT. Entre caminhos e descaminhos, figuram reflexões sobre a realidade do país. Embora componham um quadro, as partes podem ser assistidas individualmente. Dias 16 (parte um), 17 (parte dois) e 18 (parte três), sempre às 19h, no Teatro do Sesc Centro (Alberto Bins, 665)

Veja outros destaques da programação do Palco Giratório

Amok Teatro (RJ)
O grupo volta a Porto Alegre com duas produções de fôlego. Salina (A Última Vértebra) é um tour de force de 3h40min (com intervalo) sobre uma África imaginária onde uma mulher é banida de sua cidade (Prêmio Shell-RJ de Figurino e Inovação). Baseado no romance Terra Sonâmbula, de Mia Couto, Os Cadernos de Kindzu encena a viagem iniciática de um jovem. Salina: dias 20 e 21, às 19h, no Teatro Renascença (Erico Verissimo, 307). Os Cadernos de Kindzu: dias 23 e 24, às 19h, no Teatro do Sesc Centro

Complexo Duplo (RJ)
É um espetáculo, mas também um show e o registro de uma época. Criado pelo coletivo Complexo Duplo, Cabeça (Um Documentário Cênico) exibe oito homens com seus instrumentos musicais. Se você pensou na banda Titãs, bingo: trata-se de uma homenagem aos 30 anos do disco Cabeça Dinossauro (celebrados em 2016), executado na íntegra. A trilha rendeu a Luciano Moreira e ao idealizador do projeto, Felipe Vidal, o Prêmio Shell do Rio na categoria Música. Dias 23 e 24, às 20h, no Teatro da Santa Casa (Independência, 75)

Coletivo As Travestidas (CE)
O ator e criador Silvero Pereira surpreendeu público e crítica com o espetáculo BR Trans (2013), que teve importante trajetória e lhe valeu convite para participar da novela das nove A Força do Querer. Agora, um outro trabalho de seu Coletivo As Travestidas (CE) chega a Porto Alegre: Quem Tem Medo de Travesti. Silvero repete a parceria com a encenadora gaúcha Jezebel De Carli, mas desta vez ambos dirigem um elenco de sete artistas. Dias 27 e 28, às 19h, no Teatro do Sesc Centro

OUTRAS ATRAÇÕES

Duas versões de Wolfram Lotz
A convite do Instituto Goethe, duas companhias gaúchas aceitaram o desafio de encenar o texto As Trevas Risíveis (2015), do dramaturgo alemão contemporâneo Wolfram Lotz. É o projeto Transit. A versão do GRUPOJOGO dirigida por Alexandre Dill, intitulada As Trevas Ridículas, estará em cartaz nos dias 23 e 24, às 20h, no Goethe. Já o diretor Camilo de Lélis e sua Cia. Teatral Face & Carretos apresentam uma montagem com título diferente, Nas Sombras do Coração, nos dias 27 e 28, no mesmo teatro e horário. Também no dia 28, às 17h, haverá um debate.

A cena em diálogo
O festival discutirá a criação artística no seminário Práticas de Emergência Cênica, coordenado por Patrícia Fagundes. Os temas das mesas envolvem exercícios de aprendizagem, a multiplicidade da criação cênica, o lugar da palavra, os espaços de apresentação, reflexões sobre o corpo e a produção entendida como atividade criativa. Os sete encontros ocorrem de 16 a 19 e de 23 a 25, das 14h às 17h, no Teatro de Arena, e as inscrições são por meio de envio de currículo para palcogiratoriosesc@sesc-rs.com.br.

25 anos da UTA
Completando um quarto de século, a Usina do Trabalho do Ator está presente no festival com uma exposição e três espetáculos. A mostra Usina do Trabalho do Ator: 25 anos de Performatividade em Imagem ilustra a trajetória do grupo em fotografias com curadoria de Fábio Zambom. A abertura será amanhã, às 17h, no Café do Teatro do Sesc Centro. Entre outras atrações, a programação da UTA contará com Dança do Tempo (dia 14, às 15h, no Parque da Redenção), Eu Não Sou Macaco! (dia 12, às 15h, na Rua General Câmara, esquina com Rua dos Andradas) e Histórias Negras para Crianças de Todas as Cores (dia 10, às 15h, no Teatro do Sesc Centro).





 
 
 
 
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