
O impasse envolvendo a liberação do corpo do artista e professor gaúcho Yeddo Titze, morto no dia 8 de junho, aos 81 anos, pode estar chegando a um desfecho. Após reportagem publicada por ZH, parentes com os quais ele não falava há cerca de 20 anos ficaram sabendo do caso e resolveram providenciar a liberação no Instituto Médico Legal (IML) de Porto Alegre para, enfim, encaminhar o funeral. O corpo de Titze está guardado em uma câmara fria há noves dias. Caso ultrapassasse duas semanas, seria enterrado como indigente.
Leia mais:
Gilberto Gil volta a ser internado para tratar insuficiência renal
Artistas e fãs homenageiam Nico Nicolaiewsky na internet
Diogo Ribeiro Demartini, cuja mãe é prima de Yeddo, conta que ele havia se afastado dos familiares após a morte da mãe do artista.
- Fomos pegos de surpresa ao ler a matéria. Então, nos mobilizamos e entramos em contato com o IML - afirma Demartini.
Na noite desta sexta-feira, os familiares realizaram o óbito. Segundo Demartini, a retirada do corpo de Yeddo do IML deve ocorrer no início de sábado. A partir daí, a família providenciará o funeral do artista em Porto Alegre, ainda sem data e local definidos.
– Queríamos um enterro digno pra ele – conta Demartini.
Publicada no site de ZH na quinta-feira e na edição impressa de sexta-feira, a história sobre a morte e o impasse na liberação do corpo repercutiu, mobilizando antigos amigos, alunos e professores da UFRGS e da UFSM, universidades em que Titze deu aulas entre os anos 1960 e 1990.
A reportagem mostrou que a demora para a realização do funeral se deu pelo fato de Titze não ter parentes de primeiro grau para liberarem seu corpo, o que levou seu antigo cuidador a mobilizar advogados e acionar a Justiça para obter autorização legal.