Adeus ao galã

Morre o ator Domingos Montagner, da novela Velho Chico, da Globo

Ator desapareceu após mergulhar no Rio São Francisco nesta quinta-feira

15/09/2016 - 18h19min | Atualizada em 17/09/2016 - 18h43min
Morre o ator Domingos Montagner, da novela Velho Chico, da Globo TV Globo/divulgação
Domingos Montagner como Santo em "Velho Chico" Foto: TV Globo / divulgação

O ator Domingos Montagner, que estava no ar como o personagem Santo, em Velho Chico, morreu na tarde desta quinta-feira na cidade de Canindé de São Francisco, em Sergipe. Após mergulhar no Rio São Francisco, o artista desapareceu. O corpo foi encontrado no fim da tarde. Montagner foi até a região para gravar cenas da novela das 21h com parte da equipe. O resultado da necropsia realizada no corpo de Domingos Montagner apontou que o ator morreu por afogamento.

Segundo comunicado da Rede Globo, após o término de uma parte da gravação, o ator almoçou e, em seguida, foi tomar um banho no rio. Depois de um mergulho, ele não voltou à superfície. A atriz Camila Pitanga, que estava no local e teria presenciado o ator ser puxado pela correnteza, avisou a produção, que iniciou imediatamente as buscas pelo ator. Mais de 50 profissionais da área de segurança e saúde participaram das buscas. O corpo foi encontrado já sem vida perto da usina de Xingó, preso nas pedras, a cerca de 30 metros de profundidade. 

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Em abril, Domingos Montagner esteve em Porto Alegre para apresentar a peça de rua Rádio Variété, na Rua com Você e conversou com ZH sobre sua carreira. Apesar do sucesso em razão das novelas, o ator fazia questão de manter suas raízes no teatro e, principalmente, na arte circense. Ao lado de Fernando Sampaio, formou, em 1997, o grupo La Mínima, que segue em atividade — ele também criou o circo Zanni, em 2003, e atuava na função de diretor artístico.

— Continuo levando esses projetos (teatro e circo), pois são trabalhos autorais em que exerço meu ofício de uma forma mais ampla, atuando em todos os processos criativos. A TV e o cinema me exigem outro tipo de criação específica. Todos são importantes neste momento, são complementares — explicou Montagner à época.

Sua estreia na televisão ocorreu no seriado Mothern, do canal GNT, em 2008. Já na TV aberta, suas primeiras participações foram nas séries Força tarefa, A cura e Divã. Em 2011, aos 49 anos, encarou seu primeiro papel de destaque no folhetim Cordel encantado. No ano seguinte, consolidou a fama de galã com o personagem Zyah, de Salve Jorge, quando contracenou com Tânia Khalill e Cleo Pires — em 2012, também iniciou seu caminho no cinema com o longa Gonzaga — de pai pra filho. Outro papel marcante da carreira de Montagner foi na minissérie O brado retumbante, quando interpretou um presidente do Brasil. Já sua estreia como protagonista em novelas foi na pele do ambientalista Miguel, na trama de Sete vidas (2015).

Neste ano, o artista participou dos filmes Vidas partidas e Um namorado para minha mulher, que está em cartaz nos cinemas. Atualmente, estava no elenco do folhetim das 21h, Velho Chico.

— Penso mais no meu compromisso com o personagem, independentemente do protagonismo. Mas é uma grande responsabilidade. Está sendo maravilhoso, um aprendizado — contou o ator quando esteve em Porto Alegre.

Após a novela, Montagner começaria um novo projeto no teatro com o La Mínima: a adaptação da ópera Pagliacci, de Ruggero Leoncavallo. Ainda neste ano, o ator será visto no filme Através da sombra, de Walter Lima Jr., com direção de Marcos Schechtman, previsto para novembro.

Junto da esposa, Luciana Lima, teve três filhos: Leo, Antonio e Dante. Antes de se entregar à vida artística, Montagner foi professor de educação física em escolas de São Paulo, cidade onde nasceu.

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