Fã do bardo

Eduardo Suplicy celebra Nobel de Bob Dylan e recita "Blowin' in the wind"

Para o vereador eleito de São Paulo, música questiona quando é que as pessoas vão conseguir viver numa sociedade solidária

13/10/2016 - 14h58min | Atualizada em 13/10/2016 - 16h26min

Ex-senador e eleito vereador mais votado de São Paulo, Eduardo Suplicy (PT-SP) é um notório admirador de Bob Dylan, cantando Blowin' in the wind em diversas oportunidades – seja no congresso, seja em entrevistas ou em eventos. Nesta quinta-feira, o músico foi contemplado com o Prêmio Nobel de Literatura, o que foi celebrado por Suplicy.

– Fiquei feliz, pois acho algo muito merecido. São muitas as canções dele que são apreciadas e cantadas pelas pessoas em todo o mundo, músicas como Like a rolling stone e tantas outras – disse o vereador eleito por telefone.

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Suplicy destacou a importância de Blowin' in the wind, sua música favorita do cantor:

– A música que seria mais conhecida e cantada por todos é aquela que tem tanto sentido porque. quando aconteceram as guerras do Vietnã e do Iraque, os povos do mundo saíram às ruas para protestar e pedir que acabassem as guerras. Então, eles cantaram nas ruas a canção Blowin' in the wind, que faz todo o sentido. A música questiona quando é que as pessoas vão conseguir viver numa sociedade solidária, mais justa, onde não haja motivo para tanta violência. 

A seguir, Suplicy recitou na ligação a letra traduzida para o português de Blowin' in the wind, em livre interpretação:

– Quantas estradas um homem precisará andar antes que possa ser chamado de homem? Quantos mares as gaivotas (na verdade, Dylan cita pombas na música) brancas precisarão voar que possam finalmente descansar na areia? Quantas balas de canhão precisarão voar até serem para sempre banidas? Quantos anos uma montanha precisa existir até que seja lavada pelo mar? Quantos anos um povo precisa existir até que possa alcançar a liberdade? Quantas vezes um homem precisará virar a sua cabeça e fingir que não está vendo as coisas? Quantas vezes um homem precisará olhar para cima antes que ele possa ver o céu? Quantos zumbidos uma pessoa precisa ter antes que ele possa ouvir as pessoas chorarem? Quantas mortes precisarão acontecer até que finalmente se perceba que muitas pessoas já morreram? A resposta, meu amigo, é soprada pelo vento.

Quando Bob Dylan completou 75 anos, em maio deste ano, o vereador eleito publicou um vídeo em sua página no Facebook no qual canta Blowin' in the wind acompanhado de seu filho João Suplicy.


 
 
 
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