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"A gente está fazendo muito pouco", diz cantora trans Valéria Houston após ataques de haters nas redes

Artista gaúcha foi alvo de ofensas após interpretar o Hino Nacional na abertura do 14º Seminário LGBT do Congresso Nacional, em Brasília

Por: Rafael Balsemão
19/06/2017 - 15h23min | Atualizada em 19/06/2017 - 15h23min
"A gente está fazendo muito pouco", diz cantora trans Valéria Houston após ataques de haters nas redes Omar Freitas/Agencia RBS
Valéria Houston  Foto: Omar Freitas / Agencia RBS  

A cantora trans Valéria Houston foi a responsável por interpretar o Hino Nacional na abertura do 14º Seminário LGBT do Congresso Nacional, na semana passada, em Brasília. Bastante elogiada, a artista gaúcha também foi alvo de haters nas redes. Conversamos com Valéria sobre a repercussão da performance:

Como foi cantar o Hino Nacional no Congresso?
Foi lindo. Eu já tinha cantado o Hino em outra ocasião, em Brasília também. Nessa teve uma emoção diferente, por ser no Congresso, na presença de alguns deputados, num fórum direcionado às pessoas trans, especificamente. Foi muito emocionante.

Como foi lidar com os haters que se manifestaram após a apresentação em Brasília?
Ainda me surpreendo, fiquei bem chocada. Acordei com uma mensagem de um amigo no Facebook dizendo para eu não ligar para o que tinha acontecido. Te confesso que eu não li os comentários. A gente fica triste demais, e até com medo, porque eu já sofri uma agressão transfóbica na rua, fui esfaqueada por um cidadão. De tudo isso, fica a certeza de que a gente está fazendo muito pouco e de que tem que fazer muito mais. Se as pessoas não compreendem que têm que ter um pouco de empatia, precisamos trabalhar mais e levar o conhecimento do que é ser uma pessoa trans para todo mundo.

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E o teu disco, já há previsão de lançamento?

Estamos em negociação. Uma parte vai ser gravada no Rio de Janeiro, outra em Porto Alegre. A gente quer a participação de algumas pessoas legais no disco, como Filipe Catto, Simone Mazzer, Claudio Lins. Acho que a gente vai ter que entrar em um financiamento coletivo porque fazer de maneira independente é complicado. Mas neste ano sai. 

 
 
 
 
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