A trajetória

Whitney Houston: nascida para o estrelato, mas vencida pelas drogas

Considerada uma das maiores vozes das últimas décadas, cantora americana admitiu que usava cocaína e maconha

12/02/2012 | 02h53
Whitney Houston: nascida para o estrelato, mas vencida pelas drogas Mark Ralston/AFP
Whitney Houston era considerada uma das maiores vozes da história da música pop Foto: Mark Ralston / AFP

A cantora Whitney Houston — morta na noite de sábado nos Estados Unidos — foi a menina de ouro da indústria musical. Desde meados dos anos 1980 até o final dos 1990, firmou-se como uma das artistas com maior venda de discos da história.

Deslumbrou o público com interpretações vocais naturalmente poderosas que teriam raízes nas igrejas, mas que apeteceram a massa ao dar às canções um brilho pop. Tinha a voz e imagem perfeitas: uma cantora bonita, atraente, mas nunca apelativa, características as quais a mantiveram em pleno equilíbrio.

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Influenciou uma geração de jovens artistas, desde Christina Aguilera até Mariah Carey, a qual quando surgiu sonhava os mesmos sonhos de Whitney. No entanto, ao final de sua carreira, a diva se tornou em uma impressionante advertência sobre o impacto das drogas.

Suas vendas despencaram e deixou de produzir sucessos; sua imagem serena foi transformada por um comportamento selvagem. Confessou que usava cocaína, maconha e tomava pílulas e sua impecável voz tornou-se rouca e áspera, incapaz de alcançar as notas a que chegava em seus melhores trabalhos.

— O maior demônio sou eu. Posso ser minha melhor amiga e minha pior inimiga — disse Whitney a Diane Sawyer, da rede de televisão ABC, em uma entrevista em 2002.

Uma queda trágica para uma superestrela que chegou a ser uma das artistas pop mais exitosas da história, com mais de 55 milhões de discos vendidos somente nos Estados Unidos.

Parecia haver nascido para a grandeza. Era filha da cantora gospel Cissy Houston, prima da diva pop dos anos 1960 Dionne Warwick e afilhada de Aretha Franklin. Whitney começou a cantar na igreja quando criança. Durante a adolescência, cantou com Chaka Khan, Jermaine Jackson e outros, ao mesmo tempo em que trabalhava como modelo.

Foi nessa época que o magnata da música Clive Davis a escutou cantar.

— A primeira vez que a ouvi cantar com sua mãe em um clube... o impacto foi muito grande. Ouvir aquela jovenzinha injetar tanto "fogo" à canção. Eu realmente senti aquele formigamento familiar na coluna — disse Davis ao programa Good Morning America.

Pouco depois, o resto do país sentiu também. Whitney lançou seu primeiro álbum em 1985, Whitney Houston, que vendeu milhões de cópias e produziu um sucesso atrás do outro. Saving All My Love for You lhe rendeu o primeiro Grammy, por melhor cantora pop.

How Will I Know, You Give Good Love e The Greatest Love of All também se converteram em hits. Em 1987, o disco Whitney lançou êxitos como Where Do Broken Hearts Go e I Wanna Dance With Somebody.

O jornal The New York Times escreveu: "Houston possui uma das vozes gospel mais poderosas de sua geração, porém, evita muitas peculiaridades da igreja de seus precursores. Usa expressões gospel ornamentais com moderação. Em vez de projetar uma vulnerabilidade desenfreada e triste, comunica confiança em si mesma e força, construindo baladas pop a picos de intensidade sustentáveis".

Veja o clipe da canção de maior sucesso da cantora:

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