Bambas do reggae

The Congos e Max Romeo se apresentam nesta quarta na Capital

Os jamaicanos contribuíram, na década de 1970, para a definição da música pela qual o país caribenho ficaria conhecido mundialmente

12/06/2012 | 16h20
The Congos e Max Romeo se apresentam nesta quarta na Capital Opinião Produtora/Divulgação
The Congos mostra clássicos do ritmo jamaicano Foto: Opinião Produtora / Divulgação

Uma parte importante da história do reggae se apresenta a partir das 23h desta quarta, no Opinião, em Porto Alegre. Os jamaicanos Max Romeo e The Congos contribuíram, na década de 1970, para a definição da música pela qual o país caribenho ficaria conhecido mundialmente. E o público poderá conferir porque eles foram mais do que coadjuvantes.

O show desta quarta, parte da turnê Conexão Reggae, que passa por várias cidades brasileiras até o próximo domingo, deve mostrar, a julgar por outras apresentações recentes, que os quatro artistas – todos na faixa dos 65 anos – ainda têm voz para embalar o público. No repertório, clássicos do reggae, como One Step Forward e War Ina Babylon, de Romeo, e Fisherman e Solid Foundation, imortalizadas no trio de vozes do Congos: Cedric Myton (falsete), Roy Johnson (tenor) e Watty Burnett (barítono).

Conhecido pelo ritmo dançante de contratempo acentuado, o reggae também teve sua gênese marcada por conjuntos vocais como o Congos. Max Romeo também iniciou a carreira em um grupo, o The Emotions, com o qual lançou seus primeiros sucessos. Mas, mais do que isso, Romeo e Congos têm em comum a passagem pelas mãos de Lee "Scratch" Perry, lendário produtor jamaicano por cujo estúdio – o Black Ark – circularam praticamente todos os grandes nomes do reggae jamaicano, de Bob Marley & The Wailers a Augustus Pablo e... Max Romeo e The Congos.

Em 1969, quando chegou à Inglaterra o primeiro single de Romeo, o proto-reggae Wet Dreams, o título – em português, "sonhos molhados" – levou a BBC a bani-lo da execução radiofônica. Meses depois, a música estava entre os 10 singles mais vendidos do Reino Unido. O cantor levou algum tempo até unir esforços com Perry e sagrar-se um dos maiores nomes do reggae com o disco War Ina Babylon, lançado pela major Island Records em 1976.

Também por sugestão de Lee Perry, o The Congos passou de um duo, formado por Myton e Johnson, a um trio. Com a adição da voz grave de Watty Burnett, o grupo gravou no Black Ark a obra prima Heart of the Congos (1977), tida por muitos como o disco mais brilhante em que Perry pôs as mãos. A religiosidade rastafari conduz as 10 faixas, e Perry experimenta para obter sons psicodélicos que potencializem a busca por transcendência.

O show desta quarta é mais um capítulo dessas trajetórias tão próximas. Em agosto, Lee Perry vai à Noruega para tocar no Oya Festival. Lá, repetirá um ritual que têm feito há alguns anos, ao receber no palco Congos e Romeo. Juntos, vão revisitar petardos em que trabalharam juntos. Quem sabe as apresentações do Opinião não carreguem um pouco dessas boas vibrações.

SERVIÇO

The Congos e Max Romeo

Quarta, a partir das 23h.
Abertura: Marauê. Classificação: 16 anos.
Opinião (Rua José do Patrocínio, 834), fones: (51) 3211-5668 e (51) 3211-2838.
O show: Os artistas da velha guarda do reggae jamaicano apresentam clássicos de suas carreiras.
Ingressos: R$ 50 (primeiro lote), R$ 60 (segundo lote) e R$ 70 (terceiro lote). Antecipados à venda nas lojas Trópico (shoppings Iguatemi, Praia de Belas, Moinhos, Total, BarraShopping Sul, Bourbon Ipiranga, Canoas Shopping, Bourbon São Leopoldo e Bourbon Novo Hamburgo) e pelo site www.opiniaoingressos.com.br .

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