Projeto a perigo

Sem patrocínio, Instituto NT pode fechar as portas

Direção do espaço cultural estima em R$ 50 mil a verba mensal necessária para manter e ampliar as atividades

17/07/2012 | 15h09
Sem patrocínio, Instituto NT pode fechar as portas Tadeu Vilani/Agencia RBS
Instituto NT na Marquês do Pombal, em Porto Alegre Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

Em tese, o casarão onde funciona o Instituto NT de Cinema e Cultura, no bairro Moinhos de Vento, na Capital, está disponível para aluguel. O anúncio aparece em um site de negócios imobiliários. Mas o desejo do diretor do espaço cultural, Roberto Turquenitch, é que a transação jamais seja realizada.

Trata-se de um plano B, caso ele continue com dificuldade para encontrar parceiros para o empreendimento:

– O Instituto não vai acabar amanhã, mas estou trabalhando com todas as possibilidades. Isso inclui a ideia de locar o espaço, caso não consiga patrocinador.

>>>Acesse a programação do Instituto NT

Inaugurado em setembro de 2009, o local atrai especialmente cinéfilos interessados em filmes de arte. Além da sala de cinema para 50 pessoas com programação permanente, há um café e espaços para exposição e cursos. Um projeto de música instrumental terá apresentações até outubro.

O Instituto NT funciona em uma casa na Rua Marquês do Pombal tombada pelo patrimônio histórico municipal. Foi construída em 1922 pelo arquiteto italiano Armando Boni, responsável pelos projetos da Livraria do Globo da Rua da Praia e da concha acústica do antigo Auditório Araújo Vianna. A reforma foi concluída em 2008. Turquenitch, também diretor da produtora TGD Filmes, busca parcerias desde então:

– Fizemos a restauração sem dinheiro público, com verba pessoal. Há anos, eu banco todo o Instituto. O que não pode continuar é essa dificuldade de conseguir patrocínio no Rio Grande do Sul. Há verba para tantas obras que nunca terminam. Essa está pronta.

Turquenitch busca um patrocínio de R$ 50 mil mensais. Uma das ideias é que a empresa parceira dê nome ao espaço cultural.

– É mais ou menos o valor necessário para fazer o trem andar como deve. Se eu conseguir terceirizar o café, o preço diminui – exemplifica.

– Queremos fazer uma livraria no fundo da casa e queremos que os frequentadores do café tenham acesso a jornais do mundo inteiro de graça. Também pensamos em uma biblioteca pública.

O diretor do espaço cultural aguarda respostas de empresas que estudam propostas de parceria:

– Para mim, a casa não é um negócio; é um projeto de vida. Só que não posso lutar a vida inteira.

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