
Artista com incursões por campos como música, performance e artes visuais, Yoko Ono completa 80 anos nesta segunda-feira (18/2).
As comemorações do aniversário da viúva de John Lennon são múltiplas. Na Alemanha, foi inaugurada uma exposição em retrospectiva de sua obra. A própria artista lançou em sua página do Facebook um convite aos fãs, para que publiquem fotografias em sua homenagem no Instagram, com a hashtag #smilesfilm.
O Segundo Caderno elaborou uma lista com sete momentos da trajetória de Yoko, de sua entrada na vida do eterno beatle até o século 21.
Conhecendo Lennon:
A artista japonesa Yoko Ono havia se mudado para Nova York com os pais nos anos 1940. Ali, conheceu o compositor de vanguarda John Cage. Ela reunia partituras para um livro de Cage, em 1965, quando conheceu John Lennon - graças à indicação de seu colega de banda, Paul McCartney, que não quis conceder uma composição sua para o livro. Lennon deu a Yoko o original de The Word (da estreia dos Beatles, Please, Please Me).
Amaldiçoando geral:
A fama de bruxa que fãs de Beatles atribuem a Yoko - a culpando por "roubar" Lennon do grupo e semear desarmonia entre os músicos - teve repetidas respostas irônicas da artista. Em 1968, ela vestiu um chapéu de bruxa durante a gravação do vídeo The Rolling Stones' Rock And Roll Circus - em que acompanhou aos gritos o marido e outros gigantes do rock, em versões inspiradas de canções como Yer Blues, do "álbum branco" de 1968 dos Beatles.
Em 2007, ela revisitaria a brincadeira ao intitular seu disco de remixes Yes, I'm a Witch - nome de uma música que ela gravara em 1974. Àquela altura, o radicalismo anti-Yoko havia esvanecido. O trabalho teve boa recepção da crítica.
Deitando pela paz:
Cinco dias depois de se casarem, em 25 de março de 1969, Yoko e Lennon organizam, em plena lua-de-mel, o "bed-in": chamaram a imprensa e, ao mesmo tempo que revelaram ao mundo o matrimônio, criaram a modalidade de protesto pela paz que consistia em posar para fotos em uma cama repleta de objetos brancos e mensagens de paz e liberdade que corriam o mundo pelos flashes da imprensa.
A foto no dia da morte:

Horas antes de Lennon morrer, assassinado por Mark David Chapman em 8 de dezembro de 1980, ele posou pelado, agarrado a Yoko, para as lentes da câmera instantânea de Annie Leibovitz. Envergonhada, Yoko não despiu-se de sua blusa branca, como em um luto antecipado que estampou a capa da revista Rolling Stone em janeiro do ano seguinte.
Sem Lennon no Grammy:

Yoko Ono protagonizou um momento emocionante no Grammy de 1982, em que o mundo da música ainda chorava a morte de Lennon. Quinze meses após a morte do músico, seu último disco com Yoko, Double Fantasy, foi eleito Melhor Álbum de 1981 pela premiação, e Yoko recebeu o prêmio comovendo o mundo.
De bem com Paul:
A relação com McCartney é quase sempre tensa, mas teve momentos mais tranquilos, como em 1995, quando o beatle participou da canção Hiroshima Sky is Alwas Blue. Na ocasião, que marcava os 50 anos do bombardeio à cidade japonesa. McCartney disse que estava enganado a respeito de Yoko:
- Pensava que ela era uma mulher fria. Acho que estava errado... ela é o oposto. Está apenas mais determinada que a média a ser ela mesma.