Polêmica

Marco Feliciano processa "Porta dos Fundos"

Deputado federal pede indenização de R$ 1 milhão por conta do vídeo "Especial de Natal"

22/01/2014 | 10h34
Marco Feliciano processa "Porta dos Fundos" Reprodução/Reprodução
Foto: Reprodução / Reprodução

O deputado federal Marco Feliciano (PSC) entrou com representação no Ministério Público de São Paulo contra a produtora Porta dos Fundos. No processo, Feliciano pede indenização de R$ 1 milhão por conta do vídeo Especial de Natal. Em entrevista concedida à Folha de S.Paulo, o pastor garantiu que o dinheiro será entregue para as Santas Casas de Misericórdia. Ele disse ainda que o cálculo foi feito em cima do lucro que a produtora alcançou com a divulgação do vídeo, que tem mais de 4,6 milhões de visualizações até esta quarta-feira (22).

Segundo Feliciano, o especial tem “conteúdo altamente pejorativo, utilizando-se inclusive de palavras obscenas, e de forma infame atacou os dogmas cristãos e a fé de milhares de brasileiros que comungam deles, ferindo dialeticamente o direito fundamente à liberdade religiosa”. O deputado ainda ameaçou convocar todos os religiosos a fazerem um boletim de ocorrência contra a produtora caso os humoristas passem dos limites contra os cristãos novamente. “No mínimo, vai dar muita dor de cabeça", afirmou.

A representação pede que os sejam investigados os atores que participaram do vídeos — entre eles Clarice Falcão, Fábio Porchat e Gregorio Duvivier.

>> Vídeo do Porta dos Fundos é repudiado por grupo de deputadas e por Marco Feliciano

Além do processo, Feliciano divulgou em seu Twitter, no último dia 14, uma carta aberta ao presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, em que pede que a entidade “reflita” sobre o patrocínio dado ao Porta dos Fundos.

O Especial de Natal  já havia provocado reações de grupos religiosos. O Grupo Petrópolis, um dos patrocinadores da produtora, também emitiu um comunicado alegando não apoiar manifestações quem atinjam valores religiosos.

Integrantes do grupo alegaram não ter objetivo de ofender os religiosos e dizem ser favoráveis à liberdade de expressão e à liberdade de crença. "A prova está em nossa equipe, na qual trabalham católicos, evangélicos, espíritas e até ateus", declarou Antonio Tabet, integrante do Porta dos Fundos, para a Folha.

Confira o vídeo polêmico:

 
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