Obituário

Aos 86 anos, morre o artista plástico gaúcho Glenio Bianchetti

O bageense é considerado um dos mais importantes nomes da arte contemporânea brasileira

18/02/2014 | 09h24
Aos 86 anos, morre o artista plástico gaúcho Glenio Bianchetti Francisco Dalcol/Francisco Dalcol
O artista era professor na Universidade de Brasília (UnB) e integrou o Clube da Gravura Foto: Francisco Dalcol / Francisco Dalcol

O artista visual Glenio Bianchetti morreu na noite desta segunda-feira. Nascido em Bagé, em 1928, Bianchetti era gravador, pintor e desenhista. O artista era professor na Universidade de Brasília (UnB) e integrou o Clube da Gravura, ainda em 1950, ao lado de nome como Carlos Scliar, Vasco Prado e Danúbio Gonçalves. A informação foi divulgada pelo Correio Brasiliense na manhã desta terça-feira. Segundo o jornal, o artista deixa a mulher, Ailema, e seis filhos.

Segundo familiares, Glenio Bianchetti esteve internado desde a manhã de segunda-feira no Hospital Santa Lúcia, em Brasília, onde se recuperava de problemas cardíacos – na sexta-feira, ele havia sido submetido a um procedimento de cateterismo. Por volta da 23h, o artista faleceu.

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A família optou pela cremação em uma cerimônia privada, sem divulgar data e horário. Uma missa de sétimo dia ainda será marcada na Igreja São Francisco, em Brasília, aberta a todos os admiradores.

– A gente sabe que ele não gostaria de uma cerimôni como um enterro, estamos respeitando esta vontade – afirmou Giovana de Bem Bianchetti, filha do artista.

Bianchetti iniciou nas artes estudando no Instituto de Belas Artes (hoje Instituto de Artes da UFRGS), onde teve aulas com Alice Soares, Cristina Balbão, Fernando Corona e Ado Malagoli. Mais tarde, motivado a romper com o academicismo, entra no Clube da Gravura de Porto Alegre.

Veja galeria de imagens de Glenio Bianchetti e suas obras:

Um ano mais tarde, em 1951, Glenio, Danúbio Gonçalves e Glauco Rodrigues criaram o Clube de Gravura de Bagé. Os artistas tinham uma orientação política de esquerda e eram identificados com realismo socialista e o muralismo mexicano.

Convidado pelo antropólogo Darcy Ribeiro, Bianchetti participou da criação da UnB, mudando-se pra o Distrito Federal em 1961. Porém, durante o governo militar, ele foi demitido, sendo readmitido na Universidade apenas em 1988.

No início da década de 1970, Glenio colaborou na criação do Museu de Arte de Brasília, além de ter participado de exposições no Brasil e no exterior. Em 2009, a vida do artista ganhou um documentário dirigido por Renato Barbieri.

Assista ao documentário sobre Glenio Bianchetti:

 

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