Em série

Escritor Marcelo Carneiro da Cunha comenta episódio marcante de "The Walking Dead"

Atenção: esse texto contém spoilers, siga por sua conta e risco

23/03/2014 | 17h22

Esta coluna é basicamente um spoiler in concert. Quem não viu o episódio 14 dessa quarta temporada de The Walking Dead deveria, talvez, ir lá ver se tem coquinho na esquina. Não digam que não avisei.

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The Grove foi o episódio mais forte e rico dessa temporada. Ele é centrado no grupo formado por anjos vingativos, vingadores, e um anjo, a pequena Mika, que quer viver, desde que não precise abandonar a sua humanidade.

Não dá, e Mika é a prova final disso.

Carol se transformou na vingadora e realizadora de todos os piores deveres que um mundo zumbizado impõe a sobreviventes. E é ela quem vai até onde nenhum seriado ainda não foi, e realiza o suposto ato definitivo de remover uma criança perigosa demais para o que o mundo se tornou.

Estragou a minha noite, e boa parte da semana. Se TWD ultrapassou limites? Acho que não. Mas se tornou algo muito mais próximo do que entendemos como arte e, nisso, a série confirma as nossas suspeitas: esta televisão deixou há horas os limites da televisão para trás, e o que ainda temos pela frente é tão inesperado quando o mundo pós-mundo de The Walking Dead. Por isso, entre outros bons motivos, a série é necessária e viciante como é.

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