Pedido de socorro

Instituto NT busca recursos para não fechar as portas

Depois de cinco anos em atividade, espaço cultural precisa conseguir patrocínio até o final de abril

23/03/2014 | 17h04
Instituto NT busca recursos para não fechar as portas Tadeu Vilani/Agencia RBS
O Instituto NT ocupa um casarão tombado, na Rua Marquês do Pombal Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

Com as portas fechadas ao público desde o começo de janeiro, quando entrou em recesso de verão, o Instituto NT de Cinema e Cultura ameaça tornar definitiva a suspensão das atividades caso não consiga patrocínio para a exibição de filmes.

Se a direção do NT seguir sem apoio financeiro até o fim do próximo mês, deverá oficializar o fim do espaço cultural que funciona em um casarão histórico da Capital desde 2009.

Esse é o último estágio de uma longa busca por uma maneira de tornar o instituto sustentável economicamente. Com uma sala de exibição de 50 lugares, outra de exposições e uma cafeteria, o NT exigia até 2013 cerca de R$ 50 mil mensais para manutenção – valor que pode se alterar conforme a proposta de utilização do lugar. Como as receitas não cobrem os custos, o diretor do espaço, Roberto Turquenitch, desde o lançamento do projeto tenta encontrar um patrocinador. Sem sucesso.

– Se eu pudesse pegar o instituto e levá-lo para Rio ou São Paulo, faria isso. Aqui eu tento encontrar um apoiador há vários anos e não consigo. Tentei órgãos públicos e empresas, e até agora não deu em nada. Lá (no centro do país) é bem mais fácil –desabafa Turquenitch.

Uma das últimas apostas do responsável pelo Instituto NT (iniciais do nome de seu pai, Naum Turquenitch) é a proposta de parceria encaminhada a dois grandes bancos brasileiros por ele, que também é diretor da produtora TGD Filmes. Beto, como é mais conhecido, espera uma definição até o final de abril. Depois disso, pretende selar o destino do espaço cultural que foi inaugurado com uma mostra dedicada ao diretor italiano Federico Fellini e se tornou conhecido pela programação dedicada a filmes de arte.

Além do significado artístico, o casarão localizado no número 1.111 da Rua Marquês do Pombal, no bairro Auxiliadora, tem importância histórica: tombada pelo patrimônio histórico, a construção erguida no princípio do século passado é conhecida como Casa Boni por ter sido projetada pelo arquiteto italiano Armando Boni, também responsável por prédios como o da Livraria do Globo, na Rua dos Andradas, e pela concha acústica do antigo Auditório Araújo Vianna.

O imóvel já se encontra disponível para aluguel – o que poderia ser revisto se Turquenitch finalmente encontrar o patrocinador que tanto procura. Se não conseguir, o cinema de arte deverá mesmo ser despejado do antigo casarão da Marquês do Pombal.

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