Brasileiríssimo

Tecladista grego Yanni volta a Porto Alegre para show nesta terça-feira

É sua terceira turnê brasileira em quatro anos

Atualizada em 24/03/2014 | 20h4824/03/2014 | 15h33
Tecladista grego Yanni volta a Porto Alegre para show nesta terça-feira Poladian Produção/Divulgação
Foto: Poladian Produção / Divulgação

Yanni tem 59 anos e mais de três décadas de carreira, mas só em 2010 descobriu o Brasil. Gostou. E decidiu tirar o atraso: este ano, o tecladista grego vem pela terceira vez ao país, com seis shows marcados. Um deles é nesta terça-feira, às 21h, no Teatro do Sesi, na Capital.

Será a segunda vez que Yanni toca em Porto Alegre. Em 2012, o músico contou que estava tenso, pois não sabia o que esperar do público. Agora, é pura empolgação, como contou durante entrevista por telefone.

– A plateia foi sensacional, muito amável e animada. Certamente um dos melhores momentos daquela turnê – lembra Yanni.

O músico garante que, mesmo sem ter lançado nenhum disco de estúdio desde 2011 (o último, naquele ano, foi Truth of Touch), o espetáculo que o traz de volta é diferente em concepção e repertório – que ele não adianta nem sob ameaça. O que não mudou foi a maneira de se apresentar, com sua meia dúzia de teclados à frente de uma orquestra formada por músicos de todas as partes do mundo – apelidada por ele de Nações Unidas. Entre canções com voz e instrumentais, o show deve durar duas horas.

A seguir, Yanni fala de suas impressões no Brasil, música brasileira e suas três décadas de carreira.

Zero Hora – Esta é sua terceira turnê pelo Brasil em quatro anos. É um sinal de que os brasileiros gostam da sua música, não?

Yanni – Eu estava nervoso antes da minha primeira ida ao Brasil, em 2010. Sempre fico tenso antes de tocar em qualquer lugar novo. Mas foi absolutamente mágico. Nunca havia tocado para uma plateia como aquela, que se conectava com minha música de maneira tão intensa e apaixonada. Hoje, posso ver as pessoas rindo, chorando, sei que toco seus corações. Minha vida mudou depois que eu conheci o Brasil.

ZH Essa paixão toda não vai resultar em um disco, como você já fez com México (Yanni Mexicanisimo) e Itália (Inspirato)?

Yanni – Ouço muita música brasileira, até pela proximidade com músicos brasileiros. Um dos meus engenheiros de estúdio, aliás, é brasileiro. A música de vocês é única, com ritmos e escolhas de notas que não se encontram em outro lugar. E é bem difícil de tocar, por isso eu gosto, embora não tenha aprendido a tocar adequadamente. Vai acontecer em algum momento, mas não sei quando.

ZH Em 2014, seu primeiro disco, Optimystique, completa 30 anos. Já fez um balanço da carreira?

Yanni – Honestamente, não acredito que tenha mudado muito neste tempo. Sou um músico melhor, claro, além de ter aprendido a mexer em quase tudo o que interessa para mim, como edição de vídeo e produção de show. Mas, quando comecei a trabalhar com música, eu só queria me tornar tão grande e bom quanto eu pudesse. Era jovem e passava o tempo todo no estúdio, gravando sem parar, não comia, dormia pouco, esse tipo de coisa que hoje eu vejo e penso: "Ah, a juventude" (risos). Mas foi importante para entender de onde vinha a minha música e como acessá-la.

ZH Foi sofrido, mas foi importante para você, certo?

Yanni – Ah, sim. Esse período de provação é sempre muito importante para um músico autodidata como eu. Aprendi muitas lições. Uma delas é que você precisa estar sozinho, numa sala, sem aparelho de televisão, sem rádio, apenas você e seus instrumentos, e tocar, e tocar, e tocar até que sua voz interior fale e a música apareça. Nada vem sem dedicação. Nada vem sem sacrifício.

Assista alguns trechos do show de Yanni em Porto Alegre e de apresentações ao redor do mundo:



 
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