As raízes da pintura

Casa de Cultura de Bagé prepara documentário sobre Glenio Bianchetti

Segundo a diretora da instituição, a ideia é apresentar um trabalho audiovisual sobre a relação de Glenio com sua cidade natal

01/04/2014 | 14h16
Casa de Cultura de Bagé prepara documentário sobre Glenio Bianchetti Francisco Dalcol/Francisco Dalcol
Foto: Francisco Dalcol / Francisco Dalcol

Glenio Bianchetti deverá ganhar uma homenagem de sua terra, Bagé. Um documentário está sendo produzido como homenagem ao legado e às raízes do artista morto em fevereiro, aos 86 anos.

A Casa de Cultura Pedro Wayne deu início à primeira etapa de gravações em parceria com o fotógrafo e produtor Gleider Ayres. Segundo Anacarla Flores, diretora da instituição cultural bageense, a ideia é apresentar um trabalho audiovisual sobre a relação de Glenio com sua cidade natal.

– Queremos saber das vivências dele como homem e como artista, por meio dos amigos e das pessoas que conviveram com ele – diz Anacarla, idealizadora do projeto.

Nas primeiras gravações, foram realizadas entrevistas com as artistas Heloísa Beckman e Norma Vasconcellos, a escritora Elvira Nascimento e o amigo de infância Ito Carvalho. A produção ainda deverá ter depoimentos do próprio artista e da viúva, Ailema.

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Ainda não há previsão de lançamento, e as sessões de estreia serão na Casa de Cultura Pedro Wayne. Gleider Ayres conta que o objetivo é também divulgar a obra de Glenio na rede de ensino:

– É um projeto que vai passar pelas escolas da cidade, para que os alunos conheçam melhor um artista que foi importante para o município.

Para o secretário de Cultura de Bagé, Silvio Machado, a importância do projeto se dá pelo fato de Bianchetti ser hoje uma referência bageense e gaúcha:

– Glenio colaborou muito para a cultura da cidade e fez com que Bagé e o Rio Grande do Sul fossem reconhecidos.

Do Pampa ao Cerrado: conheça um pouco da trajetória do artista

> Nascido em Bagé, em 1928, o desenhista, pintor e gravurista Glenio Bianchetti é um dos mais importantes artistas gaúchos.

> Nos anos 1950, ele fez parte dos célebres Clubes de Gravura, ao lado dos colegas Carlos Scliar, Vasco Prado e Danúbio Gonçalves.

> Em 1961, a convite de Darcy Ribeiro, deixou o Estado para dar aulas na Universidade de Brasília (UnB), experiência interrompida em 1964 pela ditadura militar.

> Permaneceu com a família em Brasília e, nas décadas seguintes, notabilizou-se como pintor figurativo de projeção nacional.

> Neste ano, Glenio foi submetido a cateterismo para tratamento cardíaco, mas morreu dia 17 de fevereiro em decorrência de hemorragia interna.

 
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