Coluna

Marcelo Carneiro da Cunha: o fascínio que uma série histórica traz

"Vikings conta a história de um herói real, Ragnar Lothbrok. Herói fora da Inglaterra e da França, que ele devastou com seus ataques no distante e agradável século 9"

07/04/2014 | 13h26

Vikings é a primeira série ficcional produzida para o History Channel, e, como não deveria deixar de ser, fala ficcionalmente de História. Isso, estimados leitores, funciona.

Sentimos muita curiosidade pelo que aconteceu, e, se pudermos ficar sabendo mais sobre o passado por meio das ferramentas poderosas da narrativa ficcional, muito melhor. Esse é o truque.

Vikings conta a história de um herói real, Ragnar Lothbrok. Herói fora da Inglaterra e da França, que ele devastou com seus ataques no distante e agradável século 9. Ragnar era um sujeito inquieto e usou suas horas vagas, muitas, para descobrir como navegar pelo oceano até as ilhas britânicas e suas riquezas fáceis.

O roteiro é arrastado, os personagens lineares, tudo o que é trama pessoal sobra, em uma série que vive da representação de uma época pré-medieval e de um período sobre o qual sabemos muito pouco. É isso que nos faz assistir e querer assistir a Vikings.

Eu estive em um museu na Dinamarca e pude ver os drakkars, que eles usavam nas suas viagens. Se eles vieram mesmo até a América usando aquilo, devem ter sido os caras mais corajosos do planeta.

Os séculos se passaram e a Escandinávia se tornou a região mais civilizada do mundo. Ver de onde eles vieram, e como eram, torna essa transformação — de invasores sanguinários a fabricante de celulares — ainda mais impressionante.

Fica a dica.

 
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