Aprender o ABC pode ser um desafio bem monótono. Mas, como no clássico "O Batalhão das Letras" o professor em questão é Mario Quintana, cada letra vira desculpa para fazer graça.
Na nova edição, as ilustrações de Marilia Pirillo vão além do didático e entram na brincadeira proposta pelo texto. Relançado pela Alfaguara - que reedita a obra de Quintana desde 2012 -, esse livro de 1948 introduz o alfabeto por meio de um poema. Cada página contém uma estrofe dedicada a uma letra.
A partir dela, uma cena é sugerida em interação com sua forma gráfica e seu fonema. Não falta o marcante senso de humor de Quintana:
"Com X se escreve xícara / com X se escreve xixi / não faças xixi na xícara... / o que irão dizer de ti?!". Tampouco o espírito crítico: "O I é a letra do Índio / que alguns julgam iletrado... / mas o índio é mais sabido / que muito doutor formado!".
As ilustrações a lápis de cor e colagem da gaúcha Marilia, hoje radicada no Rio, incentivam a descoberta da letra S em uma serpente ou do Q em um queijo. - Fui colhendo letras de revistas e jornais... É uma brincadeira que pode ser feita na escola - explica Marilia.
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