Televisão

"Meu Pedacinho de Chão": estética que deu certo

Ao apostar em um formato inovador, que dialoga com a fábula, novela das seis termina nesta sexta apontando novos caminhos para a teledramaturgia brasileira

31/07/2014 | 19h08
"Meu Pedacinho de Chão": estética que deu certo Meu pedacinho de chão/TV Globo/Divulgação
Professora Juliana (Bruna Linzmeyer) e Zelão (Irandhir Santos) terão um final feliz Foto: Meu pedacinho de chão / TV Globo/Divulgação

Ousado na estética e na duração — apenas quatro meses — e com atuações impecáveis, o remake de Meu Pedacinho de Chão (RBS TV) chega ao fim nesta sexta-feira com elogios da crítica, mas audiência abaixo do esperado. Mesmo assim, a novela de Benedito Ruy Barbosa encantou. O cenário lúdico, os figurinos ricos em detalhes e personagens inspiradores fizeram dela um marco em inovação na teledramaturgia atual.

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A direção de Luiz Fernando Carvalho cuidou de todas as minúcias. A intenção dele ao abusar de cores e texturas era criar uma fábula, lidando com a imaginação e remetendo ao universo da infância. Esse foi o seu grande acerto. Se os adultos estranharam esse apelo visual, as crianças adoraram.

Tateando um novo caminho para as novelas, a Globo mostrou que ousar pode dar certo. E abriu as portas para que outros autores e diretores também possam inovar. Mesmo a mistura de sotaques, estranha inicialmente, deu certo.

A opção pela trama clássica, com o amor vencendo barreiras, talvez não satisfaça muito, mas ajudou a compor o caráter onírico que o autor propôs. O que faltou para Meu Pedacinho de Chão ter mais sucesso, talvez, foi o público se acostumar a um novo formato de novela.

Foi bom por...

— Dos destaques de Meu Pedacinho de Chão, Irandhir Santos e o seu Zelão foram os principais. A novela acabará com a união do capataz e da professora Juliana (Bruna Linzmeyer).

— A trama de Benedito Ruy Barbosa tinha vários casais promissores, mas o que mais agradou ao público foi Ferndinando (Johnny Massaro) e Gina (Paula Barbosa). O jovem teve que domar a moça de estilo arredio, o que rendeu boas histórias.

— E a atuação dos pequenos Tomás Sampaio (Serelepe) e Geytsa Garcia (Pituquinha), que souberam dosar ingenuidade e esperteza, encantou.

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