Livros

Sete curiosidades sobre traduções da literatura gaúcha

Autores ganham projeção no Exterior a partir de incentivos federais para a tradução de livros brasileiros

Por: Alexandre Lucchese
26/05/2015 - 16h59min
Sete curiosidades sobre traduções da literatura gaúcha Arte sobre divulgação/Reprodução
Títulos de autores gaúchos ganharam repercussão internacional Foto: Arte sobre divulgação / Reprodução  

1. Os três autores gaúchos mais traduzidos no mundo são Erico Verissimo, Moacyr Scliar e Luis Fernando Verissimo.

– Em vida, Erico era um dos escritores brasileiros de maior circulação internacional, comparável apenas com Jorge Amado – conta a agente literária Lucia Riff.

Moacyr Scliar tem edições de diferentes livros em pelo menos 14 idiomas de diferentes, como russo e romeno. Luis Fernando Verissimo também conta com grande variedade de livros traduzidos, mas dois deles se destacam: Gula - O Clube dos Anjos (1998) e Borges e os Orangotangos Eternos (2000).

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2. Outros nomes locais com bom espaço conquistado são Lya Luft e Leticia Wierzchowski, que teve A Casa das Sete Mulheres (2002) lançado até mesmo em destinos distantes como Sérvia e Montenegro.

3. Além de ter sido negociado em 12 países, Diário da Queda (2011) rendeu a Michel Laub o prêmio Jewish Quarterly-Wingate. A láurea, promovida por um revista literária britânica, foi criada em 1977 e é dedicada a autores que têm êxito em abordar temas do judaísmo para o público em geral. A boa circulação abriu portas para o romance seguinte do autor, A Maça Envenenada (2013), que deve ganhar edições em francês e inglês até 2017.

4. Abordando o polêmico tema da reforma agrária, Ana sem Terra (1990), de Alcy Cheuiche, não teve grande repercussão local até ganhar uma edição em alemão, em 1994. O romance abriu caminho para Sepé Tiaraju (1975), publicado na Alemanha em 1997. Esta tradução acaba de ganhar um luxuoso volume bilíngue, que será lançada nesta quinta-feira, às 18h30min, no Teatro Bruno Kiefer, da Casa de Cultura Mario Quintana.

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5. Na tradução, o nome com que o livro é lançado em outro país é geralmente uma prerrogativa dos editores, podendo ou não inserir o escritor na discussão. Barba Ensopada de Sangue (2012), de Daniel Galera, tornou-se simplesmente Flut na Alemanha, palavra que pode significar "inundação" e "maré".

– Os motivos para a troca variam muito. Em geral, há a avaliação de que o título original não soa bem ou não faz sentido no idioma de destino – explica o autor, que participou do debate pela escolha do título alemão.

6. Pó de Parede (2008), de Carol Bensimon, se chamará Polvo de Pared em sua versão argentina. O livro é composto de três histórias, sendo que uma delas, justamente a que dava nome ao livro, teve o título mudado para Falta Cielo por sugestão pelos editores. Carol Bensimon gostou da troca, mas não a achou uma boa opção para intitular o volume.

– Gosto da ideia de o nome do livro não ser o nome de nenhuma das três histórias – diz a autora.

7. Um curioso destino da literatura gaúcha é a Bulgária. Uma das mais recentes traduções foi A Superfície da Sombra (2012), de Tailor Diniz, em março. Deixe o Quarto Como Está (2002), de Amilcar Bettega, também foi lançado por lá no ano passado.

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