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Em abril de 2010, o designer gráfico francês Patrick Jean causou sensação ao mostrar no curta-metragem Pixels a cidade de Nova York sob ataque de personagens clássicos dos videogames de 8 bits que fizeram sucesso com a garotada nos anos 1980, entre eles Pac-Man e Donkey Kong. A inventiva produção com dois minutos e meio de duração teve 1 milhão de acessos no YouTube em 24 horas, ganhou dezenas de prêmios internacionais e fez de seu criador um milionário. Pois Jean vendeu sua ideia para a Columbia Pictures, estúdio pertencente a Sony, e assina como produtor-executivo o longa-metragem Pixels, em cartaz a partir desta quinta-feira no Brasil.
Investir no apelo saudosista dos joguinhos eletrônicos oitentistas não é novidade - há pouco, a Disney alcançou relativo sucesso com o desenho animado Detona Ralph (2012). Pixels tem proposta mais ambiciosa. O diretor Chris Columbus conta no elenco com o irregular Adam Sandler no papel recorrente do sujeito meio bocó dado a tiradas espirituosas. Com ele, estão nomes como Peter Dinklage, um dos protagonistas do seriado Game of Thrones, e Michelle Monaghan, que viveu um bom momento na primeira temporada de True Detective.
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Para esticar a ideia original do realizador francês, os roteiristas de Pixels, Tim Herlihy e Timothy Dowling, se puxaram - talvez além da conta. A história começa em 1982, quando os adolescentes Brenner e Cooper encantam-se com o fliperama que inaugura em sua cidade. Brenner logo se mostra um craque no joystick, até topar com Eddie, adversário responsável pelo trauma que arrastará pela vida adulta.
Corta para os dias hoje. O cerebral Brenner (Sandler) virou instalador de aparelhos eletrônicos - destino miserável para um cara que parecia ser tão genial, como ele vive a escutar do melhor amigo, o pouco iluminado Cooper (Kevin James), que virou nada menos do que o presidente dos EUA.
Subitamente, a Terra começa a ser invadida por criaturas pixeladas que apenas nerds como Brenner, Eddie (Dinklage), Ludlow (Josh Gad), ex-menino prodígio dos consoles que ainda mora com a avó, e o próprio presidente saberão enfrentar, para surpresa e alívio do staff militar que tem à frente a oficial Violet (Michelle).
Os ótimos efeitos visuais se encarregam de tornar as batalhas críveis, evitando que Pixels dê tilt por excesso de piadas sem graça. Enquanto as crianças de agora tentam imaginar como era possível se divertir com joguinhos tão, digamos, inocentes, os quarentões podem pescar aqui e ali algumas divertidas referências à cultura pop dá década que se recusa a morrer.