Outros tons

Em "Anti", Rihanna abandona os hits dançantes e aposta na própria voz 

Oitavo álbum da cantora foi lançado no final de janeiro e disponibilizado no Spotify no final de semana

08/02/2016 - 17h05min | Atualizada em 08/02/2016 - 17h16min
Em "Anti", Rihanna abandona os hits dançantes e aposta na própria voz  Christopher Polk/Divulgação
Após quatro anos de espera, Rihanna enfim lançou novo disco  Foto: Christopher Polk / Divulgação

Como o próprio nome diz, Anti é um álbum do contra. O oitavo — e superaguardado — disco de Rihanna teve lançamento antecipado após vazar na rede, chegou à plataforma Tidal no final de janeiro e, no final de semana, foi disponibilizado no Spotify. Para surpresa dos fãs, a cantora deixou para trás a farofa — expressão que, no cenário pop, designa músicas mais eletrônicas, com influência popular e apelo comercial — e está muito mais próxima do indie psicodélico e do soul.

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Acostumada a lançar um álbum por ano até Unapologetic (2012), Rihanna deu uma pausa de quase quatro anos para preparar Anti. O novo trabalho dividiu opiniões justamente por mostrar a cantora apostando mais em sua voz e letras que falam sobre amor — principalmente sobre relacionamentos que não deram certo. Portanto, esqueça os hits dançantes e os refrões que grudam na cabeça. Aliás, após um estranhamento inicial, Anti se mostra um álbum sólido e bem planejado, que nos obriga a revisar os rótulos que estávamos dando para Rihanna nos últimos anos.

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Entre as surpresas do disco, está o fato de que três singles lançados por ela em 2015 tenham ficado de fora: FourFiveSeconds, Bitch Better Have My Money e American Oxygen. Como primeira música de trabalho, a cantora apostou em Work, uma parceria com Drake e a única faixa mais agitada de Anti.

O disco tem alguns destaques, como a primeira canção, Consideration, que usa baixo sampleado de Be (Intro), do rapper Common. Tem uma melodia forte, com batida rap, e acaba sinalizando uma promessa — não cumprida — de um álbum cheio de músicas para bombar nas pistas.

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Kiss it Better é uma clara inspiração nos hits românticos da década de 1990, com um refrão sensual e a participação do guitarrista português Nuno Bettencourt, ex-Extreme.

Em Same Ol' Mistakes, Rihanna ousa ao não inovar. Apostou em um cover de New Person, Same Old Mistakes, a balada soul psicodélica da banda australiana Tame Impala. Sem mudar o arranjo, ela apenas colocou sua voz na canção. Aliás, em Anti, a cantora dá outras cores para sua potente e rouca voz. Assim, Love on the Brain e Higher são faixas que surpreendem ainda mais quem esperava pela farofa.

Rihanna tinha avisado no início de 2015 que seu novo trabalho seria diferente, pois estava procurando por músicas "que sentisse terem alma e que pudesse cantar daqui a 15 anos". Talvez esse tenha sido o motivo de ela ter optado por gravar novas músicas e adiado em quase um ano o lançamento de Anti.

SERVIÇO:
Anti
De Rihanna
Roc Nation, 13 faixas, disponível nas plataformas Tidal, Spotify e iTunes. Versão deluxe conta com três faixas extras.
Cotação: Bom

 
 
 
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