Faltaram ingredientes

Em noite de maior movimento, lancheria de ex-menudo Roy fecha mais cedo na Capital

"Eu não esperava que viria tanta gente", diz cantor

Por: Karina Sgarbi / Especial
20/02/2016 - 23h22min | Atualizada em 21/02/2016 - 13h24min
Em noite de maior movimento, lancheria de ex-menudo Roy fecha mais cedo na Capital Adriana Franciosi/Agencia RBS
Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS

No dia em que o Diário Gaúcho publicou reportagem sobre a lancheria aberta pelo ex-Menudo Roy Rosselló em Porto Alegre, disponível também nas plataformas digitais do DG e de Zero Hora, o estabelecimento registrou neste sábado a noite de maior movimento.

Com mais de cem lanches vendidos desde as 15h, o astro dos anos 1980 e a esposa Patricia Avila Rosselló precisaram fechar as portas pouco após as 21h por falta de ingredientes. O motivo não poderia ser mais claro: todos queriam provar o xis feito pelo cantor.

— Eu não esperava tanto movimento. Faltou ovo, cebola, tudo acabou. Não paramos um minuto — conta Roy.

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Entre o preparo de um lanche e outro, são muitas as pausas necessárias para abraçar, autografar e receber o carinho de dezenas de fãs que não escondem a alegria em ver de perto o ídolo da juventude.

— Eu entrei aqui logo que abriu, vim trocar um dinheiro e tava só a esposa dele na lancheria. Quando o Roy chegou eu logo reconheci e comecei a chorar, me tremia toda. Eu sou a fã número um. E esse aqui é o melhor xis — conta Maria Seibel, 61 anos, que levou para casa o último lanche feito na noite de sábado.

Roy não esconde o sorriso quando fala sobre o carinho com que tem sido recebido pelos clientes e fãs.

— É uma alegria muito grande. A gente está muito feliz. Cada pessoa tem uma história com a banda, é muito bom estar aqui — comenta o cantor.

A esposa Patricia já antecipa que ajudantes precisarão ser contatados.

— Vamos treinar pessoas para nos ajudar, até porque o Roy tem muitos compromissos e shows marcados. Além do movimento aqui o dia todo, o telefone também tocou sem parar.

No domingo, a lanchonete abrirá por volta das 15h, com estoque renovado para atender a clientela.

— Só tiramos folga na segunda, porque a gente precisa descansar, né — diz Roy.

Emoção

Um disco do grupo Menudo do ano de 1984 trazido pelos fãs Joel e Adelina Giacomuzzi, 60 e 63 anos, respectivamente, foi um dos itens autografados por Roy durante a noite. E além disso, o filho do casal, André, 41, que tem necessidades especiais e idolatra o cantor, também pôde conhecê-lo pessoalmente. Roy largou por alguns instantes os lanches na chapa e foi dar um abraço no rapaz, que ficou dentro do carro dos pais.

— É uma alegria muito grande pra gente vir aqui e dar um abraço nele. Nosso filho não pode caminhar e fala pouco, mas adora as músicas da banda. O Roy é um cara muito legal — afirma Joel.

Rodeado de fãs

Em menos de meia hora, entre 20h30min e 21h, a lancheria de Roy se encheu com mais de 20 pessoas que, além de encomendar os lanches, queriam ver de perto o cantor. Fã dele desde os nove anos, Bianca Vieira, 37 anos, levou o marido Tiago Rosa, 33, e o filho, também Tiago, de um ano, para provarem o xis feito pelo cantor.

— Eu fiquei sabendo pelo jornal e tive que vir até aqui ver ele. Eu tenho fotos do Roy que são de 1995. Hoje estou levando o xis pra casa, mas na próxima vou trazer elas pra ele autografar.

Um dos últimos lanches feitos na noite de sábado — um xis de atum — foi para a encomenda de Edite Jeffman, outra fã de Roy.

— Eu nem acredito que ele está aqui na minha frente. Nossa, eu sou fã daquelas que gritaram muito por ele e por toda a banda. Vi o show deles aqui em Porto Alegre e foi incrível — relata.

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