Música

Filipe Ret mostra a força do rap carioca em show em Porto Alegre

Músico apresenta nesta quinta canções do seu mais recente disco, "REVEL", e sucessos como "Neurótico de guerra"

Por: Rafael Balsemão
08/09/2016 - 14h58min | Atualizada em 08/09/2016 - 14h58min
Filipe Ret mostra a força do rap carioca em show em Porto Alegre Elias Azevedo/Divulgação
Foto: Elias Azevedo / Divulgação

Nem só de paulistanos como Emicida e Criolo vive o hip hop nacional. Prova disso é o carioca Filipe Ret, 31 anos, um dos grandes nomes do rap carioca e sucesso nas redes sociais. O músico se apresenta hoje em Porto Alegre, com hits como Neurótico de guerra, cujo clipe tem mais de 31 milhões de visualizações no YouTube, e Invicto, de seu mais recente disco, REVEL, lançado neste ano. É o rap do Catete, região central do Rio de Janeiro, que invade o Opinião na noite desta quinta.

– O carioca tem uma coisa mais experimental, a gente mistura mais os ritmos, como o funk. São Paulo faz um rap mais tradicional – compara Ret. – No Rio, asfalto, favela e praia se misturam. Nossa música (carioca) é bem mais flexível.

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A carreira de Ret começou em 2002, aos 17 anos, na Batalha do Real, na Lapa, pioneira no duelo de MCs e considerada um pilar da cultura hip hop no Rio. Em 2008, ele gravou, no quarto do beatmaker MãoLee, diretor musical de seu show, quatro faixas que foram disponibilizadas no MySpace. Foi o suficiente para ser chamado para uma apresentação com cachê de ¿600 pratas¿, cem a mais do que recebia no escritório em que trabalhava.

Por insistência da mãe, Ret se formou em Jornalismo, mas logo se deu conta de que não tinha muito a ver com o ofício:

– (A faculdade) Ajudou a questionar as coisas, mas nunca me identifiquei com esse lado – afirma o cantor, que exercitava a escrita com uma pegada mais poética no blog Máximas Retianas, que já não é mais atualizado. – Hoje, o que eu escrevo é para virar rima. Viso às letras de impacto.

A grande virada na carreira de Ret se deu em 2012, quando o rapper lançou o seu primeiro disco, VIVAZ.

– Vendia CDs a R$ 2 e R$ 5 em rodas de rima do Rio – recorda o músico, que hoje comemora o sucesso de sua trajetória ao se apresentar com banda completa, um sonho antigo do rapper, que já tocou outras duas vezes no Opinião. – Nesse processo de incluir a banda, a luta é diária. Estou feliz pra caramba. A galera vai ver esse amadurecimento do trampo – declara.

Sem medo de flertar com o mundo pop, Filipe Ret já se apresentou ao lado de Anitta e fez um dueto com Ludmilla – na música Abstinência, que foi lançada na semana passada e que fará parte do novo álbum da cantora, A danada sou eu, com lançamento previsto para 30 de setembro.

– Sou fã dela. Não tinha como recusar a parceria. Conheci muita gente legal durante a gravação. Foi o meu primeiro trabalho apenas como intérprete. Fiquei amarradão – afirma o rapper. – Estou seguro do conceito do meu trabalho. Faço convicto. Quero que a minha música toque na rádio. Estou no controle do meu caminho.

Após o show desta noite no Opinião, o rapper parte para a Fronteira Oeste. Nesta sexta-feira, Ret se apresenta na Sede Império Serrano, em Uruguaiana. No sábado, a festa rola em Santa Cruz do Sul, na Level.

 
 
 
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