Cinema

Filipino "The Woman Who Left" conquista Leão de Ouro em Veneza

Filme conta a história de uma mulher acusada injustamente de um crime

Por: AFP
10/09/2016 - 20h21min | Atualizada em 10/09/2016 - 20h21min
Filipino "The Woman Who Left" conquista Leão de Ouro em Veneza TIZIANA FABI/AFP
Foto: TIZIANA FABI / AFP

O filipino "The Woman Who Left" ("Ang Babaeng Humayo", no original), uma longa narrativa em preto e branco sobre a luta de uma mulher injustamente acusada de um crime, levou o Leão de Ouro de melhor filme na 73ª edição do Festival de Veneza.

Esse filme de quase quatro horas foi roteirizado e dirigido por Lav Diaz, que conquistou o prêmio Alfred-Bauer na Berlinale, com "A Lullaby to the Sorrowful Mystery" ("Hele Sa Hiwagang Hapis", no original), em fevereiro passado. Diaz se inspira nos romances de Leon Tolstoi para narrar um dos grandes dramas de seu país: o sequestro e, depois, a vingança.

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— Nem acredito que ganhei esse prêmio. É muito bonito. Eu o dedico ao povo filipino, à nossa luta, à luta da humanidade — declarou Diaz, considerado o "pai ideológico do novo cinema filipino", ao receber a condecoração no Palais du Cinéma, no Lido.

O cineasta já havia sido selecionado em Veneza na seção paralela "Orizzonti", a mais inovadora, com "Melancholia" (2008) e "Morte na Terra de Encantos" (2007).

Já o mexicano Amat Escalante ("La región salvaje") e o russo Andrei Konchalovsky ("Paradise") ganharam o Leão de Prata de melhor direção neste sábado.

— É emocionante receber um prêmio em Veneza, onde ganharam tantos filmes que me inspiraram. É uma honra — declarou o diretor de "La región salvaje", que mistura ficção e realidade, efeitos especiais com situações autênticas de um país violento e machista como o México.

Com seu segundo filme, "Nocturnal Animals", o célebre ex-estilista de moda da Gucci Tom Ford levou Leão de Prata Grande Prêmio do Júri por uma história original de traição e violêncdia, um retrato da fragilidade humana e de sua impotência.

— A Itália é minha segunda casa. Estar aqui é realizar um sonho — confessou, com a voz embargada, ao receber a estatueta.

O ator argentino Oscar Martínez ganhou a Copa Volpi do Festival de Veneza por sua atuação no filme "El Ciudadano ilustre", de Mariano Cohn e Gastón Duprat.

Aclamado em Cannes pelo premiado "Relatos selvagens" (2015), de Damián Szifrón, e vencedor do prêmio em San Sebastián por "El nido vacío" (Daniel Burman, 2008), agradou ao júri no Festival de Veneza com seu papel de escritor célebre que retorna a seu perdido e modesto povoado de origem após 45 anos de ausência.

— Essa distinção tem um valor incomensurável, porque vem de um país que teve uma constelação de criadores geniais única no mundo e produziu o melhor cinema do século 20— afirmou.

O primeiro filme em inglês e sobre uma mulher, "Jackie", do chileno Pablo Larraín em coprodução com os Estados Unidos, foi agraciado com o prêmio de melhor roteiro. Escrito por Noah Oppenheim, retrata essa "rainha sem trono" que foi Jacqueline Kennedy.

 
 
 
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