Música

Fred Zero Quatro apresenta projeto solo em Porto Alegre neste sábado

Vocalista e letrista do Mundo Livre S.A., um dos fundadores do movimento manguebeat toca músicas de disco autoral ainda inédito

09/09/2016 - 14h00min | Atualizada em 09/09/2016 - 14h00min
Fred Zero Quatro apresenta projeto solo em Porto Alegre neste sábado Branco Produções/Divulgação
Foto: Branco Produções / Divulgação

Volte para 1994. Volte para o primeiro disco do Mundo Livre S.A, Samba Esquema Noise. Volte para a música que dá nome ao álbum, a última da tracklist, uma levada de violões delicada sobre base eletrônica que pouco ou nada conversa com o restante do trabalho. Agora avance para 2016 e eis que ela se conecta à perfeição com a primeira investida solo de Fred Zero Quatro, que será apresentada em Porto Alegre neste final de semana.

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O cerne do projeto é antigo, mas, segundo Zero Quatro, começou a ganhar corpo depois de algumas passagens pelo Rio Grande do sul. Conta o músico que uma das razões para levar adiante o disco solo foi a aprovação do público gaúcho pelos lados B do Mundo Livre e a boa recepção que teve quando apresentou sua versão de Samba Esquema Noise no festival El Mapa de Todos, em Porto Alegre em 2014.

– Todo mundo gostou e veio me dizer que eu tinha que investir naquele som – lembra Zero Quatro. – Daí eu levei uma primeira versão do projeto para tocar em Porto Alegre e em outras cidades do Sul e novamente a resposta foi boa. Me animei e comecei a trabalha pra valer.

Zero Quatro passou então a burilar o acumulado de ideias que tinha guardado – que podiam não caber no repertório do Mundo Livre, mas são interessantes demais para juntarem pó na gaveta da memória.

– Desenvolvi um conceito que eu chamo de minimalismo triangular, em que a maioria das harmonias é composta só com três cordas, que chamo de cordas triangulares – conta. – As letras partem do princípio de que deus é uma alma bêbada e bilionária.

O atraso da finalização do DVD do Mundo Livre (lançado no semestre passado) também serviu para Zero Quatro acelerar o processo, afinando as canções que deverão começar a ser registradas em estúdio em breve com o parceiro Carlos Eduardo Miranda – também produtor dos primeiros discos da banda de Zero Quatro.

– Miranda acredita que é um tipo de música que deverá agradar o pessoal que gosta de música instrumental, jazz – explica o músico. – A ideia, segundo ele, é dar um tratamento erudito-punk, com cordas e sopros.

Mas essa pompa toda deverá ficar para o disco finalizado – que tem o nome provisório de Sonofbit. Para o show em Porto Alegre, o músico será acompanhado no palco apenas por seu violão. Na coxia, o engenheiro de som Adriano Duprat deverá fornecer bases eletrônicas para algumas canções, mas nada que tire o protagonismo experimental de Zero Quatro.

 
 
 
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