Cinco décadas

Show com Ivan Lins  e MPB4 é "alicerçado na longa amizade que nos une", conta Toquinho

Músico apresenta-se acompanhado de lendas da MPB no Araújo Vianna nesta sexta-feira, como comemoração aos seus 50 anos de carreira

06/04/2017 - 18h53min
Show com Ivan Lins  e MPB4 é "alicerçado na longa amizade que nos une", conta Toquinho Dulce Helfer/Divulgação
Foto: Dulce Helfer / Divulgação  

Com cinco décadas de carreira, o músico Toquinho apresenta-se nesta sexta-feira em Porto Alegre ao lado do grupo MPB4 e de Ivan Lins. A comemoração, que tem tom de festa entre amigos, mostra os artistas se revezando no palco e realizando duetos e parcerias. Toquinho conversou com ZH sobre a apresentação.

Como será a dinâmica do show?
É um show cuja dinâmica melódica se completa pelo bom humor alicerçado na longa amizade que nos une. Eles não poderiam, pois, ficar de fora neste momento de minha carreira. Atuando juntos ou separados, o show flui numa constante parceria. O MPB4 abre o show, aí eu entro, faço algumas canções com eles, fico no palco para minha parte solo e depois me encontro com o Ivan em mais algumas músicas, deixando o palco para ele. No final do espetáculo, todos nos juntamos em mais duas ou três canções. Um dos pontos altos do espetáculo é um divertido pot-pourri de músicas infantis que faço com o MPB4. 

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Qual é a importância de Ivan Lins e do MPB4 na sua carreira e na música brasileira?
Somos herdeiros da estrutura melódica da bossa nova. Isso facilita o entrosamento na fluência do show. Cada um valoriza o estilo do outro porque há uma sincronia entre nossas tendências melódicas. Na verdade, há mais ou menos três anos que estamos apostando nesses encontros de artistas para realizar shows para públicos maiores. Não se deve exatamente a uma comemoração específica, e sim uma coincidência de interesses artísticos. Minhas apresentações com o MPB4 começaram antes de meus shows com o Ivan Lins. Depois percebi que poderia juntar todos no palco pela sincronia musical que nos caracteriza. E tem sido um espetáculo que agrada e envolve o público, daí a constância dos shows durante os últimos anos. 

Seus primeiros discos foram reeditados recentemente em CD. Como você vê hoje esses trabalhos? Que sensações e lembranças lhe despertam, 50 anos, e até mais do que isso, desde seus lançamentos?
Fico muito feliz em ver reeditados trabalhos de épocas diferentes na minha vida profissional. É sinal que têm importância para as novas gerações e permite que os meus contemporâneos relembrem de uma época representativa em suas vidas. De qualquer maneira, percorremos as estradas da música no Brasil e no Exterior experimentando a deliciosa parceria com Ophélie Gaillard na França, Ornella Vanoni na Itália, Berta Rojas no Paraguai, reencontrando amigos como Maria Creuza, dividindo palco com Ivan Lins, MPB4, João Bosco, Tiê, entre tantos outros. 

Que desafios ainda lhe instigam a essa altura da carreira?
Estar aprendendo a cada dia, conciliando sensibilidade e técnica, somando a experiência com as novas tecnologias, mas, acima de tudo, mantendo a coerência de fazer sempre algo novo que surpreenda e emocione as pessoas. 

O que você tem escutado atualmente? Algum artista novo chama sua atenção?
Mantenho-me sempre atento aos novos talentos que demonstram qualidade para se sustentar artisticamente. Meus shows são a prova disso, mostrando sempre uma renovação de cantoras ao meu lado. Apesar de uma fase não muito auspiciosa, a música brasileira sempre surpreende pelo seu dinamismo. 

Você está sempre participando de projetos, discos e shows com outros artistas, além de frequentemente dividir o palco com convidados. O que significam artisticamente as parcerias para você?
Desde o início de minha trajetória, as parcerias têm sido fundamentais. Tanto nas composições como nos shows. Nessa trilha de comemoração de 50 anos de carreira, vários parceiros dividiram e dividem o palco comigo, como Verônica Ferriani, João Bosco, Carlos Lyra, Roberto Menescal e outros. As parcerias facilitam na escolha do repertório. O público gosta de ouvir e de cantar junto os grandes sucessos da MPB. E o que não falta no show são sucessos, verdadeiros clássicos da música brasileira que fazem a vibração conjunta, tanto de nós, artistas, quanto da plateia. É uma delícia. 

Como você avalia a situação atual do seu Corinthians? Você ainda joga futebol?
Eu sempre vou achar que meu time é o melhor do mundo, e para ele dediquei um hino que empolga a torcida. Ultimamente, tenho jogado só sinuca.

 
 
 
 
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