Estrelas da Periferia

VÍDEO: mesmo com as tecnologias, banda de Gravataí não dispensa o bom e velho cartaz

Roqueiros da Marittimus, na estrada desde os anos 1990, preparam lançamento de segundo disco autoral, com temas que versam sobre as relações humanas

Por: José Augusto Barros
11/04/2017 - 07h00min | Atualizada em 11/04/2017 - 13h08min

No já distante 1993, os irmãos Edu e Elias, de Gravataí, assistiam, como boa parte dos jovens, performances que se tornaram inesquecíveis na história de um dos grandes festivais de rock já realizados no Brasil, o Hollywood Rock. No sofá de casa, viram, impressionados, os shows do Nirvana, do Alice In Chains e do Red Hot Chili Peppers, apresentações que acabaram por selar o destino dos manos, que sonhavam entrar no universo da música.

Foto: Omar Freitas / Agencia RBS

— Cara, ali, a gente já tocava alguma coisa em casa, incomodava todo mundo (risos). Mas, ao ver aqueles shows, aquela coisa absurda que foram os caras aqui, a gente começou a sonhar com algo mais — relembra Edu "Navio", seu nome artístico, hoje com 38 anos, guitarra e voz.

Como ainda eram adolescentes, demorou alguns anos para que o sonho de formar uma banda realmente ganhasse musculatura. Em 2001, um pouco mais maduros, Edu e Elias, ao lado de um amigo, fundaram a banda Marittimus, investindo em um rock idealista - hoje, a banda ainda tem o baixista Natan, 30 anos, formando o clássico power-trio do rock.  

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Todas as fases

Como a banda tem 16 anos, os irmãos lembram que passaram por fases bem diferentes no tecnológico mundo musical. No começo, por exemplo, tinham suas canções postadas no MySpace. Depois, divulgavam o grupo no Orkut e foram seguindo os avanços das tecnologias, até chegar aos clipes no YouTube. Mesmo assim, os roqueiros não abrem mão de uma ferramenta antiga de divulgação: os cartazes de rua e folhetos.

— O cara tem que ter algo que ele possa pegar, tocar — comenta Elias Marittimus, 33, bateria, no estúdio que os próprios músicos construíram, na casa da mãe de Edu e Elias, no Bairro Morada do Vale I, em Gravataí - não à toa, aliás, que o cenário é decorado com cartazes de divulgação de shows de bandas.

Além de manter um tributo ao Nirvana como trabalho paralelo, a Marittimus prepara o lançamento do segundo disco autoral. O primeiro, lançado em 2006, Uma Boa Impressão, é definido pelos integrantes como mais político, tanto que tem faixas como Velho Sistema, A Saga dos Corruptos e Filhos Dessa Nação. O segundo, que deve sair ainda este ano, Vivendo na Corda Bamba, trata mais de relações humanas.

— Cada canção tem sua personalidade. Traz muito de influências de Nirvana, por exemplo — explica Natan.

Além de participações em eventos comunitários, a banda espera que lançamento do novo álbum impulsione shows em outros locais.

— Estamos trabalhando com capricho nele — avisa Edu. 

Pitaco de quem entende

O produtor artístico Adriano Brasil fala sobre o som da Marritimus:

— Interessante a postura da banda, de investir em dois CDs totalmente autorais, com propostas diferentes entre um e outro. As músicas são boas, letras fortes, que se ajustam em vários momentos do país. Em alguns momentos, acho que podem incluir uma pegada pop, mais comercial. Mas muito bom o som da banda!

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— Para participar da seção, mande um pequeno histórico da sua banda, dupla ou do seu trabalho solo, músicas, em áudio ou vídeo, e um telefone de contato para jose.barros@diariogaucho.com.br.

— Para falar com a banda, ligue para 98159 - 7678.


 
 
 
 
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