Aposta da emissora

Série "Supermax", da Globo, promete conquistar fãs de seriados com mix de gêneros

Com trama que lembra um reality show, série ficcional da Rede Globo se passa em um presídio desativado na Amazônia e estreia no dia 20

Por: Nathália Carapeços / Rio de Janeiro
16/09/2016 - 13h00min | Atualizada em 16/09/2016 - 15h06min
Série "Supermax", da Globo, promete conquistar fãs de seriados com mix de gêneros Estevam Avellar/Globo/Divulgação
Erom Cordeiro, Mariana Ximenes, Fabiana Gugli e Cleo Pires em "Supermax" Foto: Estevam Avellar / Globo/Divulgação

Doze pessoas confinadas em um presídio desativado na Amazônia disputarão um prêmio de R$ 2 milhões a partir da semana que vem na programação da RBS TV. Entre os participantes, estão uma enfermeira, um médico e também um ex-padre. O programa pode até parecer um novo reality show – inclusive, terá apresentação de Pedro Bial –, mas de realidade não tem nada: a série ficcional Supermax utiliza o formato conhecido dos brasileiros como pano de fundo para uma história mais sombria, que mistura terror, suspense e ação. A estreia será na próxima terça-feira, após a minissérie Justiça (se você quer ficar longe de spoilers, é bom parar de ler por aqui).

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O enredo de José Alvarenga Jr., Marçal Aquino e Fernando Bonassi, trio também responsável pela série O caçador (2014), é uma das grandes apostas da emissora para o segundo semestre deste ano – com direito a versão latina e uma possível edição para os Estados Unidos. Definido como "multigênero", o seriado com 12 episódios inova do estilo de narrativa à forma de distribuição: em uma ação inédita, a Globo liberou, na última sexta, todos os capítulos na platatorma Globo Play, exceto o final.

– Risco é bom quando dá certo, quando dá errado, é fracasso – disse, cauteloso, o autor e diretor-geral, Alvarenga Jr., na coletiva de lançamento da série, no Rio de Janeiro. – Nos envolvemos com uma coisa nova, não foi fácil, foi sofrido. Estou sentindo até agora as dores desse final de parto – completou.

A aposta em um elenco pouco experiente em TV foi um dos grandes desafios da produção. À exceção de Mariana Ximenes, Cleo Pires e Erom Cordeiro, o restante não conta com larga carreira na TV – caso de Ademir Emboava, que fez sua estreia diante das câmeras.

– Supermax tinha o conceito, por ser um reality, de apostar em caras novas. Era importante que a gente passasse esse sentimento – justifica o diretor.

Confinados têm um segredo em comum

Cada participante de Supermax tem uma história de vida distinta, assim como é de praxe em um reality show de confinamento. Só que, nesse caso, os 12 escolhidos dividem um mesmo segredo: já tiveram problemas com a justiça. Aos poucos, o público vai descobrindo quem é quem na história. No primeiro episódio, ficamos sabendo qual crime cometeu a ex-prostituta Diana (Fabiana Gugli) – um esquartejamento que remete, de imediato, ao caso de Elize Matsunaga, acusada de assassinar o empresário Marcos Kitano, em 2012. Mas a alusão não foi proposital, como explica o autor Marçal Aquino:

– Evidentemente, entram coisas da realidade, é difícil fazer essa divisão. Mas, ao concebermos a série, chegamos a 12 sinopses, e daí veio a ideia de chamar roteiristas convidados. Esse coletivo reabriu tudo, todo mundo deu palpite.

Mesmo que as histórias não sejam verídicas, o cenário realmente tinha os ares de uma prisão (leia mais abaixo). Para Cleo Pires, a cenografia ajudou na composição de sua personagem, a misteriosa psicóloga Sabrina.

– Tinha esse clima sombrio, de medo, de que a qualquer hora alguma coisa muito macabra podia acontecer. Às vezes, a gente nem estava gravando, mas ficava cada um na sua cela, sentido aquela vibe – revelou a atriz.

Na pele da enfermeira Bruna, Mariana Ximenes confessou na entrevista que teve pavor de fazer algumas cenas. O terror se tornou bem real, conta:

– Teve cenas em que eu fiquei com medo mesmo, tive que usar dublê em uma parte. Não gostava muito de terror, comecei a assistir por conta da série. Agora, virei fã.

A trama de Supermax promete ser visceral, daquelas que dá vontade de virar a madrugada na maratona em frente à TV. O problema é ter que esperar mais de dois meses para ver o último episódio, que será exibido somente na televisão. E o público vai ter que segurar a ansiedade, já que Alvarega Jr. promete uma reta final sem spoilers:

– É quando se revela tudo, por isso está trancado a sete chaves. A gente fez alguns finais alternativos, fechados, sete pessoas participarem desse ritual. Está mais fechado que a Coca-Cola.

Uma prisão quase real

Foto: Divulgação / TV Globo/Divulgação

Montada nos estúdios Globo, a prisão de Supermax tem três andares, 800 metros quadrados e é totalmente eletrônica. São 12 celas com portas automáticas, cama e vaso sanitário. A estrutura tem 11 metros de altura. Algumas das câmeras utilizadas no Big Brother Brasil foram aproveitadas na série. 

Supermax
Série de José Alvarenga Jr., Marçal Aquino e Fernando Bonassi.
Direção: José Alvarenga Jr.
Estreia na terça-feira, após Justiça. Exibição sempre às terças. Os 11 primeiros episódios da série já estão disponíveis para assinantes no Globo Play.

* Repórter viajou a convite da Globo.

 
 
 
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