Surpreso

Victor: "Estou impressionado com a estrutura da Cidade do Galo"

Ex-goleiro gremista estreou no domingo na vitória de 2 a 0 sobre a Portuguesa

11/07/2012 | 09h27
Victor: "Estou impressionado com a estrutura da Cidade do Galo" Divulgação, Atlético-MG/
Foto: Divulgação, Atlético-MG

Goleiro Victor comemora boa estreia: "Não poderia ter imaginado coisa melhor"

Já em seu primeiro jogo com a camisa do Atlético Mineiro, o goleiro Victor mostrou a que veio. Com duas defesas fundamentais, o camisa 83 ajudou o clube a vencer a Lusa e garantir a liderança do Campeonato Brasileiro por mais uma rodada.

Victor chega ao clube com todo o apoio da torcida, mas sabe que terá uma grande responsabilidade de apagar o recente passado de fracassos na meta do Galo. Porém, o jogador garante que não se sente atrapalhado pela pressão para ter sucesso no novo clube. Segundo ele, o problema que o Galo viveu para achar o goleiro perfeito não pode afetá-lo em seu trabalho.

– O fato dos últimos goleiros não terem se firmado, não pode ser um peso para mim. A pressão tem que ser pela representatividade da camisa do Atlético – afirmou Victor.

O atleta, que deixou o Grêmio após quatro temporadas e meia, chega ao Atlético animado com o clube e com os jogadores que formam o elenco. Victor encontrou um time fortalecido na defesa e preparado para fazer história no Brasileiro de pontos corridos.

Confira abaixo a entrevista na íntegra que o goleiro do Atlético ao Lancenet!:

Pergunta – Quais foram sua impressões do novo clube, da Cidade do Galo?

Victor – Eu fiquei impressionado com a estrutura do Atlético, com o que ele proporciona para os seus atletas. Realmente, nunca tinha visto isso em nenhum lugar, é algo de primeiro mundo. Com certeza, isso reflete diretamente no rendimento do atleta, dentro de campo. Estou muito contente e animado com o que pude ver na Cidade do Galo.

Pergunta – Em relação à sua estreia, como você a avaliaria?

Victor – Acho que, para um primeiro momento, foi bom. Não só pelo jogo em si, mas pelo resultado que nos garantiu na ponta da tabela. Conseguir uma vitória jogando bem, sem sofrer gols, ajuda bastante na estreia. Foi um primeiro jogo que eu não poderia ter imaginado coisa melhor.

Pergunta – E o que você achou do Independência? Pode ser uma arma para o Galo seguir na liderança?

Victor – Não conhecia o Independência, mas o clima dentro do estádio é muito bacana. O torcedor fica próximo, e com ele apoiando, a nossa equipe vai para cima do adversário. O gramado também está em excelentes condições. O clima do Independência é gostoso e motiva o time da casa a fazer bons jogos.

Pergunta – O Atlético fez um segundo tempo muito melhor que o primeiro. O que o Cuca falou com vocês no vestiário, durante o intervalo?

Victor – Na verdade, o Cuca pediu para ter mais tranquilidade, repetir o que tínhamos feitos nos treinamentos. Nos posicionar melhor. Acabamos por cometer alguns erros de posicionamento, o que permitiu que a equipe da Portuguesa criasse chances de perigo. Então, ele disse para o pessoal manter a organização tática. Com isso, a equipe cresceu no segundo tempo e poderia ter feito mais gols.

Pergunta – Pelo que você percebeu neste começo, o Atlético tem uma equipe qualificada para brigar pelo título do Brasileiro?

Victor – Sim, a equipe do Atlético vem fazendo um bom ano, foi campeã mineira de forma invicta. Isso também credencia o time a brigar pela ponta da tabela até o final do Campeonato. Temos tudo para conseguir isso. A equipe vem em uma crescente, joga de uma forma equilibrada. Faz gols e sofre poucos. Isso credencia o time a brigar pelo título do Brasileirão com certeza.

Pergunta – Você foi contratado para resolver um problema crônico do gol do Atlético. Se sente pressionado de alguma forma?

Victor – Acho que a pressão é natural de uma equipe da grandeza do Atlético. O fato dos últimos goleiros não terem se firmado, não pode ser um peso para mim. A pressão têm que ser pela representatividade da camisa do Atlético. É trabalhar de forma natural, do jeito que venho fazendo. Não quero mudar o meu jeito, porque, assim, poderei ganhar mais espaço dentro do time e no coração do torcedor.

Pergunta – Em relação a Belo Horizonte, já teve tempo de conhecer a cidade? O que tem achado dela?

Victor – Ainda não tive muito tempo, porque foi tudo corrido. Cheguei, treinei e já fiz a minha estreia. Mas, nas poucas vezes que eu saí para jantar em Belo Horizonte, gostei do que vi. Minha impressão foi positiva. As pessoas são educadas, receptivas e solícitas. Em relação ao pessoal, é nota 10. Aos poucos, vou conhecer melhor a cidade, vai desbravando quando eu tiver um tempo de sobra, até para saber como eu posso desfrutar de BH.

Pergunta – O Chiquinho Cersózimo (preparador de goleiro do Atlético) trabalhou com você no Grêmio por muito tempo. Ele teve papel importante na sua vinda para o Galo?

Victor – O Chiquinho teve uma importância sim, mas não foi o fator decisivo. Saber que iria trabalhar com o Chico de novo me deu tranquilidade. Ajudou saber que eu iria chegar no Galo e encontrar um profissional honesto e competente e que já tinha trabalhado comigo durante quatro anos. Iria me ajudar a me adaptar.

 
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