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Os cinco motivos para a boa fase de Grêmio e Inter

Dupla Gre-Nal tem boa arrancada no Brasileirão e briga para se aproximar da liderança

06/08/2012 | 20h37
Os cinco motivos para a boa fase de Grêmio e Inter Flávio Neves e Diego Vara/
Fernandão e Marcelo Moreno: dois dos pontos que ajudaram Inter e Grêmio nesta arrancada Foto: Flávio Neves e Diego Vara

As razões para as cinco rodadas seguidas do Grêmio na quarta posição do Brasileirão e crescente desempenho do Inter à porta do G-4, na quinta posição, têm a ver com a estruturação empregada pelos técnicos Vanderlei Luxemburgo e Fernandão. Veja alguns dos pontos de cada um: 

GRÊMIO
1) O ataque que resolve
Até a 7ª rodada, o ataque contribuía com apenas 57% dos gols marcados pelo Grêmio. O crescimento do setor, que elevou esta média para 81%, passa pela afirmação de Marcelo Moreno. Desde a partida contra o Cruzeiro, na época em que foi cobrado por Luxemburgo e pela direção, o atacante já marcou cinco vezes. Reservas, como Leandro e André Lima também têm sido mais efetivos.

2) Opção por dois armadores
A mudança tática no meio-campo, com a opção por dois armadores, revelou-se a grande sacada de Vanderlei Luxemburgo. Desde a entrada de Elano, o time só perdeu um jogo. E, ainda assim, contou com o ex-santista apenas por meio tempo, devido a problemas estomacais. Ao lado de Zé Roberto, Elano dá dinamismo a um setor que o próprio técnico antes considerava "pesado".

3) Baixa média de gols sofridos
Com 13 gols sofridos, o Grêmio tem a quinta melhor defesa do Brasileirão. Nos últimos seis jogos, o sistema defensivo foi vazado somente seis vezes. O bom entendimento entre Werley e Gilberto Silva, aliado à proteção oferecida por Souza e Fernando, e ao espírito coletivo da equipe, que marca já no campo do adversário, explicam o desempenho satisfatório do setor.

4) Souza cresce à frente da área
A mudança de esquema foi benéfica para Souza. No losango do meio de campo, ele desempenhava a função de terceiro jogador e dispendia muita energia ao marcar e chegar à frente. Ao executar uma função mais ofensiva, Elano o desobrigou do apoio. Souza cresceu como marcador e, ao mesmo tempo, transformou-se em um qualificado elemento surpresa ao aparecer dentro da área adversária.

5) Condicionamento físico
Preparadores físicos com passagem pela Seleção Brasileira, Paulo Paixão e Antônio Mello recomendaram um repouso maior depois de cada partida. O pijama training, uma das expressões favoritas de Luxemburgo, tem possibilitado uma recuperação melhor, o que se reflete no bom condicionamento físico demonstrado durante os jogos. A cada jogo, "cascudos" como Gilberto Silva têm exibido fôlego de garoto.

INTER
1) A surpresa Ygor
Uma das contratações mais despretensiosas do Inter na temporada, revela-se agora o grande fator de equilíbrio da defesa. Ygor está fincado na frente dos zagueiro. Dá o primeiro combate e não sai do lugar, permitindo que Guiñazu, Elton (que segura a vaga para Fred), Nei e Fabrício avancem. Com isso, o time ao mesmo se mostra mais consistente no sistema defensivo e ainda conta com o fator surpresa da eventual chegada na frente do volante.

2) Impregnado de Fernandão
O Inter de Fernandão só lembra o Inter de Dorival Júnior, o técnico anterior, pela cor da camisa. O novo treinador arrumou o time, a partir da defesa, cobrou marcação e atitude do seu grupo de jogadores. Impregnou o vestiário de uma disposição que antes não era vista. Em 12 pontos disputados, ganhou 10. Da sétima colocação, a equipe hoje ocupa a quinta posição, concorrendo à linha do G-4 (na era, Dorival já fora nono colocado).

3) A força dos emergentes
Fernandão chegou a contar com 20 jogadores diferentes em suas quatro partidas. Sem titulares como Nei (que só retornou no último domingo), os lesionados Kleber, D'Alessandro e Dátolo e os selecionados Leandro Damião e Oscar (ainda de antes da venda para o Chelsea), o Inter se redescobriu no Brasileirão com emergentes como Otávio, Fred, Maurídes, incluindo aí o recuperado Jajá, de quem Fernandão só fala elogios.

4) Marca, marca, marca
Em quatro jogos pós-Dorival, o Inter sofreu apenas um gol. Os adversários não conseguem mais entrar na área do Inter com facilidade. O Palmeiras, jogando em casa, conseguiu apenas duas conclusões dentro da área contra Muriel. Os adversários têm conseguido o avanço somente até a intermediária e, a partir daí, fecha-se o cerco da marcação. À frente de Bolívar e Índio, na zaga, o trio Ygor, Guiñazu e Elton garante o equilíbrio da equipe. 

5) Goleadores sem grife
Se Elton fosse Leandro Damião, poderia ter marcado pelo menos três gols nas partidas contra Vasco e Palmeiras, tantas foram as chances surgidas.  O esquema permitiu a descoberta de novos goleadores. Com Fernandão, Dagoberto, além de boas atuações, voltou a marcar. Elton, Ygor, Fred e Jajá também fazem seus gols na falta de atacantes de peso. 

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