Dois chilenos fizeram da Copa uma aventura. Gerard Abdala e Joana Parada saíram de Santigo, capital chilena, na sexta-feira e, de carona, chegaram neste domingo na aduana de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, na fronteira com a cidade argentina de Paso de los Libres. Depois de passar pelo controle migratório, entraram no Brasil a pé, já que o motorista que os levou até a fronteira seguiu outro caminho.
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Contando com caronas, eles pretendem passar por Foz do Iguaçu, São Paulo e Belo Horizonte. A dupla não tem ingresso para jogos, mas pretende ao menos assistir a um treino da seleção chilena, que está hospedada na capital mineira. Carregados de mochilas, empunhando a bandeira chilena na caminhada, eles pretendem dormir em hotéis e pousadas.
- O zagueiro Jara, do Chile, é meu amigo. Vamos tentar conseguir ingresso com ele. Mas, no mínimo, vamos ver um treino da seleção. Em São Paulo, também vou visitar uma prima - conta Gerard, que é só elogios ao futebol de Charles Aránguiz, jogador do Inter, e ao técnico Jorge Sampaoli.
Os argentinos são maioria, mas o fluxo de chilenos na aduana de Uruguaiana é intenso. O Centro de Atendimento ao Turista, estrutura montada pelo governo estadual em parceria com a prefeitura de Uruguiana para passar informações aos visitantes, fez um levantamento e descobriu que, entre 12 e 15 de junho, 43% dos 3,5 mil estrangeiros que procuraram assistência no local eram do Chile.
Também chilenos, Jorge Jimenez e Walter Rodriguez saíram de Santiago na quinta-feira, fizeram paradas em Mendoza e Santa Fé, na Argentina, e chegaram em Uruguaiana no meio da tarde deste domingo. O desempenho dos chilenos em campo, com duas vitórias em dois jogos, uma delas sobre a atual campeã Espanha, é motivo de empolgação.
- Os argentinos dizem que vão à final. Vamos quem vai somos nós, os chilenos - confia Walter, que seguiu viagem de carro a São Paulo.
