Duas forças tão distintas, o Brasil, 20 Copas do Mundo, 98 jogos, cinco títulos, e a Croácia, três Mundiais, 14 jogos, um terceiro lugar em 1998, fizeram uma partida muito parecida na estreia do torneio do Brasil. Culpa do nervosismo dos atletas brasileiros, do medo de errar, da bola feito chumbo na grama perfeita do Itaquerão.
Tudo piorou quando os europeus abriram o placar e começaram a mostrar que queriam jogo. Tocavam a bola, passavam bem, mas não exibiam força ofensiva. Faltou o gigante Mandzukic, suspenso.
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A reação demorou. Os passes saiam errados e tortos. O empate parecia distante, só Oscar e Neymar tentavam algo diferente. Foram os dois, juntos, que encontraram o 1 a 1, no chute de Neymar.
O Brasil parecia mais animado. Cresceu. Mas o intervalo segurou o futebol do dono da casa. Não se viu nada depois. No segundo tempo, quem apareceu foi o árbitro Yuichi Nishimura (Fifa/Japão), que viu o que ninguém notou no estádio ou na TV, um pênalti sobre Fred. Neymar marcou. O Brasil respirou.
Neymar foi o goleador, mas Oscar merece o troféu de melhor em campo. O Brasil ganhou, mas o time não deu esperança. Neste ritmo, a Copa não será verde e amarela.