Para sempre

10 motivos para provar que esta foi a Copa das Copas

Momentos inesquecíveis marcaram a Copa do Mundo do Brasil

14/07/2014 | 06h01
10 motivos para provar que esta foi a Copa das Copas Jefferson Botega/Agencia RBS
Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS

O Brasil tem motivos de sobra para dizer que recebeu a Copa das Copas nas últimas semanas. Muitos gols, estádios lotados, futebol ofensivo e histórias que vão ficar para sempre na lembrança dos amantes do futebol. Relembre 10 momentos inesquecíveis do Mundial.

1. Futebol ofensivo:


Alemanha demonstrou um estilo ofensivo durante a Copa. Foto: Odd Andersen/AFP

O futebol vive de ciclos entre as Copas. O estilo de jogo imposto em um Mundial costuma reinar até ser derrubado quatro anos depois. Se essa lógica for mantida, o legado dentro de campo da Copa do Brasil prepara um período de futebol bem jogado até 2018. A alta média de gols prova que o 4-2-3-1 mais ofensivo, usado por várias seleções, é a bola da vez. A retranca eficiente de 2006 e o tiki-taka de 2010 dão lugar a um jogo rápido e vertical — que pode funcionar mesmo em times não tão bons quanto os que desfilaram nas 12 sedes do Mundial.

2. Cânticos das torcidas


Torcida argentina fez a festa no Brasil. Foto: Félix Zucco/Agência RBS

Decime qué se siente e Mil Gols foram bons exemplos. A rivalidade entre as seleções é o que encanta os torcedores e o que move o futebol. Os cânticos entoados durante o torneio geraram debates, elogios, críticas. Razões suficientes para ficarem marcados na memória de quem viveu a Copa das Copas. E reacenderam a discussão: quem é melhor, Pelé ou Maradona?

3. Casa cheia


Estádios receberam bom público durante a Copa. Foto: Jefferson Botega/Agência RBS

Os torcedores brasileiros levaram a sério a ideia de curtir cada momento da Copa. Por mais que algumas partidas fossem disputadas por seleções desinteressantes, um grande número de torcedores estavam nas cadeiras. No fim das contas, o Brasil viu uma das maiores médias de público da história - e, convenhamos, será difícil bater 1994 nos gigantes estádios de futebol americano dos Estados Unidos. O saldo é bem positivo.

4. Turistas felizes


Visitantes deixam o Brasil com boa impressão. Foto: Fabrice Coffrini/AFP

Podolski parece feliz no Brasil. E ele não é o único estrangeiro com essa visão. Vários turistas deixam o país com ótimas histórias para contar e um desejo de retornar para viver mais momentos tropicais e inesquecíveis. A possibilidade de passar por cidades bem diferentes entre si aumenta o interesse em explorar cada canto que recebeu um futebol de alto nível nas últimas semanas.

5. Deslocamento das seleções


Seleções fizeram viagens tranquilas. Foto: Juan Mabromata/AFP

Os aeroportos eram uma das - senão a - grandes preocupações do Brasil antes da Copa. Mas as seleções que disputaram o maior torneio de futebol do planeta não tiveram problemas nas viagens, por mais distantes que fossem as 12 sedes. De Norte a Sul, as delegações fizeram deslocamentos tranquilos - tanto entre as cidades quanto dentro delas.

6. Zoeira nas redes sociais


Fred foi um dos alvos dos torcedores. Foto: Reprodução/Twitter

Nunca antes na história das Copas a zoeira na internet havia sido tão grande - e engraçada. As piadas e montagens sobre cada assunto que dominava os noticiários esportivos foram simplesmente sensacionais. A Copa pode até ter acabado, mas a zoeira nunca acaba.

7. Técnicos de alto nível


Van Gaal comandou o bom futebol holandês. Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP

Você pode até ter se irritado com Felipão, mas a Copa teve vários técnicos com ótimos trabalhos. Louis Van Gaal levou uma Holanda desacreditada às semifinais - com direito a colocar o terceiro goleiro para defender dois pênaltis nas quartas; Alejandro Sabella montou uma Argentina forte como há tempos não se via; Jorge Luis Pinto liderou a surpreendente Costa Rica a sua melhor campanha na história; Joachim Löw teve os resultados de seu projeto de longo prazo; Vahid Halilhodzic montou um ferrolho que permitiu à Argélia passar de fase e chegar à prorrogação contra a Alemanha; José Pékerman transformou a Colômbia, que historicamente jogava menos do que o esperado, em um time forte mesmo sem a sua principal estrela, Falcao García.

8. A Copa dos goleiros


Tim Howard fez uma grande Copa pelos Estados Unidos. Foto: Pedro Ugarte/AFP

Keylor Navas, da Costa Rica, Sergio Romero, da Argentina, e Manuel Neuer, da Alemanha, foram indicados ao prêmio de melhor goleiro da Copa. E quem ganhar será honrado com um título individual em um torneio de grandes arqueiros. Além deles, a Copa viu Rais M'Bolhi, da Argélia, Guillermo Ochoa, do México, e Tim Howard, dos Estados Unidos, com atuações espetaculares. Howard, inclusive, bateu o recorde de defesas em um jogo de Mundial em todos os tempos - foram 16 contra a Bélgica, nas oitavas de final, que lhe renderam uma ligação do presidente Barack Obama.

9. Estádios


Maracanã, o palco da decisão. Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidencia da República

Se nem tudo saiu como o planejado, os estádios da Copa foram excelentes. Bonitos e funcionais, os palcos estiveram à altura do nível das partidas que receberam. Alguns provavelmente se tornarão elefantes brancos, como a Arena da Amazônia e a Arena Pantanal. Mas, dentro do que foi proposto, cumpriram um papel importante - e podem elevar o patamar do futebol nacional nos próximos anos.

10. Estouro do escândalo de ingressos (Operação Jules Rimet)


Raymond Whelan chegou a ser preso. Foto: Fernando Souza/Agência O Dia/AE

Um esquema ilegal de venda de ingressos foi descoberto durante o Mundial. Envolvidos foram presos por cambismo, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. O alerta se perpetua como um um legado para os próximos países que receberão a competição. O inglês Raymond Whelan, diretor-executivo da empresa Match, chegou a ser preso, mas foi solto.

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