Campeã da simpatia

Cinco motivos para não esquecer a passagem da Alemanha pelo Brasil

Os brasileiros tiveram seu sonho negado pelos novos campeões do mundo, mas foram cativados por seu comportamento fora de campo

13/07/2014 | 20h51
Cinco motivos para não esquecer a passagem da Alemanha pelo Brasil Montagem sobre imagens do Twitter, Instagram e AFP/
Foto: Montagem sobre imagens do Twitter, Instagram e AFP

Poucas vezes um massacrado gostou tanto de seu algoz. O Brasil chorou com o fim do sonho do título em casa, resultado da impiedosa goleada de 7 a 1 na semifinal, mas a cada tuíte inusitado, cada gesto simpático que se afastava do estereótipo sisudo do alemão, apaixonou-se pela seleção campeã do mundo.

Zero Hora elenca cinco motivos para não esquecer a jornada germânica por terras brasileiras:

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1. "Torcedores" dos clubes

Foto: Reprodução/ Facebook

Os alemães mostraram, por onde passaram, simpatia pelos clubes brasileiros. Na Bahia, onde a delegação ficou hospedada em Santa Cruz Cabrália, foram filmados com a camisa do Bahia (veja abaixo), pulando e cantando ao som de gritos de "Baêa!". Em Porto Alegre, Schweinsteiger e Podolski ganharam camisas do Grêmio de Zé Roberto. Podolski posou na Arena, de camisa tricolor, ao lado da taça da Libertadores. No Rio, vestiram o manto rubro-negro do Flamengo, camisa que serviu de inspiração para o segundo uniforme da Alemanha nesta Copa.

2. Apoio e admiração à Seleção

Antes do confronto com o Brasil, Schweinsteiger e Podolski (sempre eles) foram filmados ao lado de funcionários da concentração torcendo para a Seleção de Felipão, no nervoso jogo das oitavas de final contra o Chile. Depois da goleada da semifinal, Podolski mandou mensagem pedindo respeito à Seleção, e citando que seus heróis de infância no futebol eram brasileiros.

3. Dançando com os índios

Foto: Reprodução/ Twitter

Os alemães não esqueceram da comunidade que os abrigou. Os índios pataxós da comunidade de Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália, que o digam. Os jogadores dançaram com eles e os convidaram a acompanhar um dos dias de entrevistas coletivas na Bahia. Na despedida, a Federação Alemã entregou cheque de 10 mil euros para que comprassem uma ambulância.

4. O show nas redes sociais

Não foi só para manifestar carinho aos clubes brasileiros que Podolski e Schweinsteiger utilizaram seus perfis de Twitter e Instagram. Podolski, em especial, conquistou os brasileiros. Tuitou em português e disse que já estava até acompanhando as novelas. Nas redes sociais, espalharam-se mensagens arriscando que o atacante do Arsenal era o mais brasileiro dos alemães.

5. Vitória sobre a Argentina

Foto: Odd Andersen/ AFP

Convenhamos que de nada serviria a simpatia se os alemães perdessem a final — ainda mais depois da goleada que nos impuseram na semi. O título da Argentina renderia um século de zombaria de nossos hermanos. O gol de Götze nos salvou.

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