Futuro da amarelinha

Os prós e contras dos possíveis substitutos de Felipão na Seleção

Zero Hora elenca sete opções e analisa o que podem trazer para o novo momento do futebol brasileiro

14/07/2014 | 21h48
Os prós e contras dos possíveis substitutos de Felipão na Seleção Montagem sobre fotos de Divulgação, Agência RBS e AFP/
Foto: Montagem sobre fotos de Divulgação, Agência RBS e AFP

Com a saída de Felipão, oficializada pela CBF nesta segunda-feira, borbulham os rumores sobre o substituto do técnico da Seleção Brasileira na Copa de 2014. Zero Hora analisa prós e contras dos principais candidatos.

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TITE

Foto: Genaro Joner/ Agência RBS

A favor
É o nome de melhor aceitação. Apresenta baixo índice de rejeição e tem sido apontado por outros técnicos, como o concorrente Muricy Ramalho. Recentemente, pelo Corinthians, venceu o Brasileirão-2011, Paulistão, Libertadores, Mundial de Clubes e Recopa de 2013. Adepto de time compactado de forte marcação e toque de bola.  

Contra
Sua única ponta de rejeição talvez venha do próprio presidente eleito Marco Polo Del Nero, paulista favorável ao estilo de Muricy Ramalho. Del Nero, porém, só assume em 2015 _ e até lá José Maria Marim continuará no comando.

MURICY RAMALHO

Foto: Divulgação/ saopaulofc.net

A favor
É o mais intempestivo entre os nomes cotados. Recentemente conquistou pelo Santos os Paulistões de 2011 e 2012, a Libertadores de 2011 e a Recopa de 2012. É tido como um dos mais persistentes no trabalho diário.

Contra
O episódio de quando se reuniu-se com a direção da CBF em julho de 2010 no Itanhangá Golf Club, no Rio, e acabou declinando do convite para permanecer no Fluminense pode lhe causar uma ponta de resistência. Seu temperamento não admite troca de ideias com os dirigentes.

ABEL BRAGA

Foto: Ricardo Duarte/ Agência RBS

A favor
É visto como um técnico com opções táticas mais adequadas ao estilo ofensivista tão exigido pelos centros de Rio e São Paulo. É ancorado nos títulos do Mundial de Clubes pelo Inter, em 2006, e pelo Brasileirão do Fluminense, em 2012.

Contra
É um técnico sem o perfil para trabalhar pela renovação da Seleção e com algum grau de rejeição nacional. 
 
OSWALDO DE OLIVEIRA

Foto: Sátiro Sodré,SSPress

A favor
Logo que voltou do Japão, com oito títulos pelo Kashima Antlers no período de 2007 e 2011, e conquistou uma Taça Rio e um Carioca pelo Botafogo em companhia de Seedorf, Oliveira conquistou um crédito que não dispunha antes da ida ao Oriente. Hoje no Santos, mantém o investimento nos jovens e o futebol de velocidade. 

Contra
Logo que deixou de ser o auxiliar de Vanderley Luxemburgo, assumiu o Corinthians e se tornou campeão do bizarro Mundial de Clubes disputado em 2000 no Rio. Depois disso, levou o Vasco às finais de um Brasileirão — que o clube venceria — e não mais apareceu até a transferência ao Japão. Não parece ser o técnico suficientemente enérgico para impor mudança na Seleção.  

JOSÉ MOURINHO

Foto: GERARD JULIEN/ AFP

A favor
O português de maiores conquistas nos anos 2000, desde Liga dos Campeões a campeonatos e copas europeias, é um dos nomes apropriados para implementar uma renovação de nomes e estilo de jogo desde as bases das seleções brasileiras.

Contra
A linha pouco afável do técnico não permitiria a mínima sugestão de ideia dos dirigentes. E não deixaria o Chelsea neste momento.
 
PEP GUARDIOLA

Foto: CHRISTOF STACHE/ AFP

A favor
A construção do estilo do Barcelona é o seu maior trunfo, que se mantém hoje à frente do Bayern de Munique. Talvez seja o mais indicado caso a CBF promova reestruturação das seleções de base. O homem do toque de bola à exaustão teria primeiro de fazer com que o jogador brasileiro cumpra mais de uma função e que tenha um sistema de passes em vez dos dribles.

Contra
Dificilmente implantaria o seu estilo em curto prazo. Além do que não deixaria o Bayern tão cedo.

JORGE SAMPAOLI

Foto: MARTIN BERNETTI/ AFP

A favor
Seu perfil enérgico chamou atenção dos brasileiros à frente do Universidad de Chile, com quem venceu a Sul-Americana de 2011 e chegou à semifinal da Libertadores de 2012, antes de assumir na seleção chilena que fez sucesso na Copa. É adepto do time veloz e de movimentação.

Contra
Talvez não tivesse suficiente força para se impor entre as estrelas do país.

 
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