Cada um na sua

Para Mercadante, governo não deve intervir no futebol brasileiro

Ministro-chefe da Casa Civil avaliou a situação do esporte no país nesta segunda-feira em Brasília

14/07/2014 | 20h57
Para Mercadante, governo não deve intervir no futebol brasileiro Elza Fiúza/Agência Brasil
Aloizio Mercadante falou sobre a situação do futebol brasileiro após vexame na Copa do Mundo de 2014 Foto: Elza Fiúza / Agência Brasil

O vexame da seleção brasileira em campo dever servir como lição, porém, não justifica uma intervenção do governo federal no futebol brasileiro, avaliou o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, durante balanço da Copa do Mundo, realizado nesta segunda-feira, em Brasília.

— Aprender com a derrota não é ficar apontando o dedo para quem errou, mas, sim, buscar respostas para melhorar a gestão do esporte — disse o ministro.

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Apesar de admitir a necessidade de reformas administrativas no principal esporte do país, em especial dentro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o governo tenta encontrar uma forma de promover as mudanças sem provocar reações da Fifa. Recentemente, a federação suspendeu a Nigéria em virtude de ingerência estatal no futebol local.

— A gestão do futebol precisa passar por uma melhora, que não é feita com intervenção estatal, mas com políticas públicas. É um tema que precisa ser discutido — afirmou Mercadante.

Tetracampeã após o título de domingo no Maracanã, a Alemanha é apontada pelo ministro como um modelo de gestão a ser estudado. Dentre as medidas que recebem apoio dentro do Palácio do Planalto, está o fair play financeiro, que pune com perdas de pontos e eventuais rebaixamentos os clubes que criarem novas dívidas tributárias. O tema é debatido em um projeto que tramita no Congresso.

Desde a derrota por 7 a 1 para Alemanha, na última semana, deputados e senadores retomaram a discussão sobre a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar possíveis desvios na CBF e nas federações estaduais. O deputado Romário (PSB-RJ) é um dos que coordena a mobilização.

Se a CPI for criada, não será a primeira comissão com esta finalidade. Em 1998, após a derrota por 3 a 0 para França na final da Copa, começou uma articulação para investigar a CBF e sua relação com a fornecedora de material esportivo Nike. A CPI na Câmara se alongou entre 2000 e 2011, mas terminou sem votação de relatório final.

 
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