Risco Gre-Nal

Inter tenta evitar favoritismo no clássico

Luigi lembra de frustações contra o maior rival e destaca que a disputa se ganha com superação

21/02/2012 | 07h10
Inter tenta evitar favoritismo no clássico Alexandre Lops/Internacional
Dagoberto e Damião são presenças certas no clássico Foto: Alexandre Lops / Internacional

Enquanto o Grêmio tenta deixar a sua prematura crise para trás, o Inter trata de montar o seu escudo antifavoritismo. Na segunda-feira, Dorival Júnior tratou de fechar o treino e as lideranças do grupo buscaram os demais jogadores para conversas sobre os riscos do clássico desta quarta, às 22h, no Beira-Rio.

Conquistar a Taça Piratini é algo estratégico para a equipe, que no segundo turno do Gauchão estará envolvida com jogos duros e viagens longas pela Libertadores. Daí, a necessidade de superar o rival em casa, sem dar margem a um tropeço já nas quartas de final da Piratini.

Sem poder contar com Nei, Guiñazu e Tinga, todos em fase de recuperação de lesões, Dorival dificilmente apresentará alguma surpresa em seu quarto Gre-Nal. Assim, Elton seguirá na lateral direita e Sandro Silva no meio, ao lado de Bolatti. Dátolo, recuperado de contusão no pé esquerdo, estará à disposição — uma vez que a vaga de terceiro estrangeiro não será ocupada por Guiñazu.

A cautela colorada começa pela direção. O presidente Giovanni Luigi cita pelo menos dois clássicos nos quais o amplo favoritismo do Inter acabou em frustrações. Em outubro de 2003, no Beira-Rio, o Grêmio corria risco de rebaixamento no Brasileirão e o Inter, de Muricy, Nilmar e Daniel Carvalho sonhava com vaga à Libertadores. Favorito e jogando em casa, o Inter perdeu com um gol de seu antigo ídolo Christian. Em 2006, outra vez em casa, o time que meses depois seria campeão da América, viu o Grêmio evitar o pentacampeonato colorado e conquistar o Gauchão, com um gol de Pedro Júnior aos 33 minutos do segundo tempo — que empatou o jogo e, devido ao gol qualificado, deu o título ao Grêmio.

— Esses são apenas dois exemplos de que favoritismo em Gre-Nal não funciona. Esse ano mesmo, empatamos no Olímpico sem os nossos titulares (2 a 2, na quinta rodada do Gauchão). Estamos conversando muito sobre isso — comentou Luigi. — Clássico é superação, e os nossos jogadores sabem disso — emendou o dirigente.

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