Palavra do presidente

Francisco Novelletto fala sobre o Gauchão 2014: "A fórmula não mudou, só fizemos uma adaptação"

Dirgente destacou novo regulamento, presença da zona sul do Estado e estádios reformulados da Dupla como atrações

03/01/2014 | 20h31
Francisco Novelletto fala sobre o Gauchão 2014: "A fórmula não mudou, só fizemos uma adaptação" Natália Pithan/Rádio Gaúcha
Novelletto: "Não mexemos na fórmula, só mudamos o sistema para descobrir o campeão" Foto: Natália Pithan / Rádio Gaúcha
Para o presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), Francisco Novelletto, a fórmula sem campeões de turno, a retomada de uma presença marcante da zona sul do Estado e a dupla Gre-Nal em seus novos e modernos estádios são as principais atrações do Gauchão 2014, que começa em 19 de janeiro. Confira trechos da conversa com Novelletto:
 
Zero Hora — Como o senhor avalia a mudança no formato do Gauchão?

Francisco Novelletto
— Até por uma necessidade, fizemos a adaptação. Mas a fórmula não mudou. Para o rebaixamento, continua a mesma. Diminuímos apenas um mata da primeira fase. São quatro datas a menos. Não mexemos na fórmula, só mudamos o sistema para descobrir o campeão.
 
ZH — Quais são os principais atrativos dessa edição?

Novelletto — A zona sul vem forte, com três equipes, o que não acontecia há um bom tempo. Vamos ter grandes clássicos. Tem ainda a situação de Grêmio e Inter, também, que ano passado não tinham os novos estádios (Grêmio jogou parte do campeonato ainda no Olímpico, e o Inter, pelo Interior). Mesmo que o Inter jogue apenas a parte final no Beira-Rio, isso torna o campeonato mais forte.
 
ZH — Como a FGF trabalha com a desvalorização dos estaduais pelos clubes grandes?

Novelletto
— Isso acontece em todos os Estados onde há clubes que disputam a Libertadores. O Gaúcho é mais fácil de ganhar, para a dupla Gre-Nal é entre os dois. Libertadores tem times de todo o continente. Se eu fosse presidente de clube, não desprezaria o Gauchão, porque é a grande chance de levantar uma taça. Pela reunião que nós tivemos com Grêmio e Inter, nas duas primeiras rodadas eles vêm com time B, mas depois já jogarão com o time principal.
 
ZH — Ano passado, a média de torcedores nos estádios foi baixa. Foi feita alguma ação para atrair o público?

Novelletto
— O Grêmio jogou todo o campeonato com o time misto. O Inter também jogou em várias cidades. Por isso, a média foi baixa. Voltando ao normal, a média já aumenta. O retorno dos clubes da zona sul, com bastante potencial de arrecadação, também ajuda.
 
ZHSanta Catarina mostrou força entre os pequenos. Como estão os pequenos do Rio Grande do Sul?

Novelletto
— Lá eles não têm dois monstros como a dupla Gre-Nal. Lá, cada um é muito regionalizado, Joinville, Criciúma, Chapecó. Aqui, a dupla Gre-Nal absorve tudo. É um pé de Araucária, embaixo não nasce nada. O Gaúcho paga R$ 1 milhão para equipes do Interior, e R$ 5,5 milhões para a dupla Gre-Nal. Os times de Florianópolis recebem R$ 200 mil, assim como todos os outros do Catarinense. Não é uma questão de dinheiro, é a força da dupla Gre-Nal.
 
ZHReduzir os estaduais é a maneira de arrumar o calendário do futebol brasileiro?
Novelletto
— O nosso não vai ser mexido mais, permanece em 19 datas. Falam muito dos pedidos de mudança, só que não se fala dos 20 a 30 atletas que todo o dia batem na porta da federação e que gostariam de arrumar um clube. Gostariam de jogar todos os dias, se pudessem.
 
Zero Hora No jornal Zero Hora você encontra as últimas notícias sobre esportes, economia, política, moda, cultura, colunistas e mais.