Análise

Por dentro do Brasil-Pel, o adversário do Grêmio na semifinal do Gauchão

Grêmio e Brasil-Pel jogam na quarta, 19h30min, na Arena do Grêmio, por uma vaga na decisão

24/03/2014 | 09h57
Por dentro do Brasil-Pel, o adversário do Grêmio na semifinal do Gauchão Ítalo Santos/Divulgação
Brasil-Pel despachou o Novo Hamburgo com um 2 a 0 no sábado Foto: Ítalo Santos / Divulgação

A campanha do Brasil-Pel diz tudo. O time tem a mesma pontuação do Grêmio, adversário da semifinal. Aliás, o jogo só não é no Bento Freitas porque o time da Capital teve saldo de gols melhor. Com a vitória, em casa, por 2 a 0 sobre o Novo Hamburgo (gols de Forster e Alex Amado), garantiu-se, no sábado, na Série D nacional. É um time experiente e entrosado, comandado por Rogério Zimmermann há dois anos.

Estilo
O Brasil tem jogado no 4-2-2-2 clássico. Um lateral sobe e o outro fica. Um dos volantes faz cobertura e o outro completa pelo meio. Os meias articulam as jogadas ofensivas e arrematam de fora da área. O time tem um atacante livre, rápido, e um mais posicionado, como centroavante mesmo. Para o jogo contra o Grêmio, Zimmermann não deverá ter o meia Túlio Souza, que saiu machucado. Márcio Hahn deve ser seu substituto, o que altera parte da movimentação, já que ele tem características mais defensivas.

— Destaques

Entrosamento
Por ser o time que joga junto há mais tempo entre os quatro semifinalistas, é o mais entrosado. Os jogadores sabem onde estão os companheiros, têm noção da cobertura e muita força nas bola paradas, como faltas e escanteios.

Bolas paradas
O time cria muitas oportunidades de gol a partir de jogadas de falta e escanteio. Forster, de perna esquerda, e Wender, de direita, são os responsáveis pelas cobranças.

Individualidades
Alex Amado é o atacante de velocidade. O baixinho de 1m67cm tem ímpeto, coragem, drible e finalização. E abusa da rapidez. Por vezes se desliga do jogo, mas é sempre perigoso, especialmente puxando contra-ataque.

Cleiton é o motor do time. Dono de ótimo passe, bom posicionamento e chute de fora da área, virou o termômetro de Rogério Zimmermann. Se Cleiton está bem, provavelmente o Brasil está bem. (FOTO)

Forster é o cara da bola parada. A perna esquerda tem violência e precisão. O pênalti perdido no último minuto contra o Grêmio na primeira fase não parece tê-lo abalado.

Leandro Leite é o capitão e líder da equipe. Bem posicionado no meio-campo, é a voz de Zimmermann no campo. Defeito é exagerar na violência, que pode provocar faltas próximas à área e cartões.

Defeitos
É quase uma necessidade do time a bola parada. Grande parte dos gols sai a partir de faltas ou escanteios. Jogadas tramadas ocorrem mais em contra-ataques, o que pode complicar caso leve um gol cedo.

Nas últimas partidas, o time abusou das faltas próximas à área. Com a qualidade dos cobradores gremistas, a repetição de oportunidades pode ser transformada em gols.

Leandro Leite e Washington são volantes viris, mas pouco velozes. Contra Luan e Dudu, podem ter desvantagem.

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