Palavra de quem sabe

Ex-volante Dinho afirma: "O Grêmio tem que fazer o que não fez no Gre-Nal"

Ídolo aposta no jogo "de igual para igual" e no gol fora de casa para time conquistar a vaga às quartas de final da Copa do Brasil diante do Fortaleza

02/05/2012 | 10h03
Ex-volante Dinho afirma: "O Grêmio tem que fazer o que não fez no Gre-Nal" Paulo Franken/Agencia RBS
Ex-jogador gremista, Dinho acredita que favoritismo fica na teoria quando o jogo começa Foto: Paulo Franken / Agencia RBS

Dinho conhece o caminho. Multicampeão pelo Grêmio, ele esteve em campo nos dois únicos jogos que o clube disputou contra o Fortaleza na história da Copa do Brasil. Inclusive, marcou gol. Na partida de volta, no Olímpico, foi o ex-volante quem abriu o placar para o 3 a 1 que garantiu a vaga e abriu passagem para o tricampeonato, em 1997. Passados 15 anos, o Estádio Presidente Vargas segue perigoso. Dinho sabe disso. E alerta: — Eu acho que o Grêmio tem que fazer o que não fez no Gre-Nal — afirma, referindo-se à atuação lenta e de baixa produtividade ofensiva.

Em casa, o Fortaleza costuma impor certa pressão. Nesta quarta, a partir das 19h30min, não deverá ser diferente. Ciente de que o Grêmio irá encarar um caldeirão, Dinho mostra conhecimento de causa: — O Presidente Vargas é apertado e a torcida fica praticamente em cima dos jogadores, mas o Grêmio está acostumado a jogar em qualquer canto. A pressão só deve servir nos primeiros 15 minutos. Depois, fica normal — atesta.

MEMÓRIA: Grêmio e Fortaleza se enfrentaram na primeira fase da Copa do Brasil de 1997

O ex-volante, que acompanha os jogos do time sempre que pode, lembra que disputar uma partida no estádio desta quarta-feira não é mais nem menos hostil do que nas praças no Interior do Estado e da América do Sul, no caso da Libertadores. E não esconde: conceitua a equipe comandada por Luxemburgo como favorita. Assim, acredita que o Grêmio precisa se impor e atuar como se fosse uma partida "normal".

— O Grêmio é favorito, sim. Eu penso assim. Todo mundo pensa assim. O Grêmio sempre vai ser favorito contra a maioria dos times do Brasil. Tem que jogar de igual para igual e saber que tem a vantagem de decidir em Porto Alegre. O Grêmio só depende dele para passar — ressalta.


Decisão em casa


Dinho: "Não tomar gol é o ideal"
Foto: José Doval

Dinho tem o respaldo de quem conquistou, além da Copa do Brasil de 1997, outras competições estritamente focadas no mata-mata. O Brasileiro de 1996, a Libertadores de 1995, os estaduais de 95 e 96, e a Recopa de 1996 eram matar ou morrer. Por isso, ele acredita que usar a experiência é fundamental para retornar a Porto Alegre com um bom resultado.

— Tem que ir com cautela, não se expor muito e jogar de igual para igual, sabendo que tem o jogo de volta. Se possível, 'matar' já no jogo de ida ou então trazer um empate com gols. Não tomar gol é o ideal. Perder por 2 a 1 ou até por 1 a 0, guardadas as devidas proporções, pode ser um bom resultado. Vencer fora não quer dizer que o jogo será tranquilo em Porto Alegre. O futebol está bastante nivelado. É só ver as dificuldades que o Grêmio teve contra o River-SE no Olímpico — destaca.


Times "menores"

Embora aponte o Grêmio como favorito sem rodeios, Dinho faz questão de pregar respeito aos profissionais adversários. Chama a atenção para o fato de que muitas vezes os times considerados menores se preparam melhor para embates com os grandes por ser "o jogo da vida deles".

— O Grêmio tem obrigação de passar de fase. Mas é preciso jogar em Fortaleza apenas sabendo que é o favorito. Quando começa o jogo, é completamente diferente. Aí o favoritismo fica na teoria — conclui.

Conforme o ex-volante, as "zebras" estão constantamente à solta no futebol. E relembra que na época em que comandava o setor defensivo do meio-campo gremista, todas as partidas eram tratadas da mesma forma: com a consciência de que do outro lado há profissionais trabalhando para o mesmo objetivo: vencer.

 
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