Gestão

Em busca de expansão da marca, Grêmio se aproxima da liga americana de futebol

Rui Costa explica que o futebol brasileiro pode evoluir no intercâmbio com os Estados Unidos

11/06/2013 | 14h19
Em busca de expansão da marca, Grêmio se aproxima da liga americana de futebol Félix Zucco/Agencia RBS
Rui Costa: "Os americanos têm uma capacidade de gerar receita impressionante" Foto: Félix Zucco / Agencia RBS

O crescimento do futebol da bola redonda nos Estados Unidos já chama atenção dos clubes brasileiros. Na semana passada, o FC Dallas, um dos clubes da Major League Soccer (MLS), procurou o Grêmio para iniciar conversas. Zero Hora conversou com o diretor-executivo do Tricolor, Rui Costa, para entender detalhes da possível parceria.

ACESSE O BLOG PRIME TIME

Os principais pontos para o Grêmio são o modelo de expansão de marca e a capacidade de geração de receita dos americanos. Em contrapartida, o FC Dallas busca o desenvolvimento nas categorias de base e a aproximação com o futebol do Brasil a um ano da Copa do Mundo em território verde e amarelo.

Zero Hora — Como surgiu a possibilidade do encontro com o FC Dallas?

Rui Costa — Na verdade, nós fomos procurados pelo diretor-executivo do Dallas. Ele ficou sabendo da nossa política de intercâmbio com clubes de fora. Eles nos falou sobre como eles conseguiram incrementar as receitas em um país em que o futebol não é tão popular, conversamos até dentro da possibilidade avançar em termos de convênios.

ZH — O que o Grêmio busca na relação com a MLS?

Rui Costa — O Grêmio acredita que o futebol dos Estados Unidos é um mercado crescente, o Grêmio pode ter exposição da marca lá. Podemos colocar jogadores que não serão utilizados aqui na liga americana, podemos ter intercâmbio administrativo e de marketing. Eles têm uma capacidade muito grande de gerar receita. A nossa intenção é globalizar a marca do Grêmio. Já temos essa ideia com clubes da Argentina, da Suécia.

ZH — E o que a MLS pode ganhar na parceria com o Grêmio?

Rui Costa — Eles têm interesse porque têm dificuldade na formação de atletas. Ficaram impressionados com a nossa capacidade de formação. Para eles, nessa época de Copa do Mundo aqui no Brasil, fazer parceria com um clube brasileiro é algo de vanguarda. (O Dallas FC) É um clube muito organizado, estruturado financeiramente. Lá os contratos dos jogadores são feitos com a liga. Todo o futebol brasileiro pode aprender com eles, inclusive com uma cota maior de jogadores estrangeiros. Isso pode abrir um mercado importante. Não é à toa que os clubes europeus buscam jogadores na Argentina, Uruguai, Paraguai. Os americanos também têm interesse em jogadores brasileiros.

ZH — Pode haver um estreitamento nessas relações e até a realização de amistosos?

Rui Costa — Olha, foi até algo citado na conversa. Tem torneios que eles fazem lá com patrocinadores. Não é algo de se descartar. Cruzeiro e Fluminense fazem uma pré-temporada em Orlando, não tem nada a ver com a liga, mas é algo que pode acontecer. Não combinamos nada, mas isso chegou a ser falado.

ZH — Você crê na possibilidade de mudança no modelo de gestão do futebol brasileiro a partir de intercâmbios?

Rui Costa — Acho que o modelo de gestão do futebol brasileiro já está mudando, nós temos muito a aprender. O modelo deles é exemplar. O grande modelo atual do futebol é o alemão, mas os americanos têm uma capacidade de gerar receita e mobilizar o público que é impressionante. O futebol não é o esporte número 1. Proporcionalmente comparado ao futebol brasileiro, a receita que eles geram é impressionante.

Zero Hora No jornal Zero Hora você encontra as últimas notícias sobre esportes, economia, política, moda, cultura, colunistas e mais.