Relação complicada

Koff sobre a Arena: "O Grêmio tem que pedir licença para treinar e paga para jogar"

Presidente gremista criticou modelo de negócios entre Grêmio e OAS

20/10/2013 | 11h47
Koff sobre a Arena: "O Grêmio tem que pedir licença para treinar e paga para jogar" André Baibich/Agência RBS/
Koff falou ao programa Domingo Esporte Show, na Rádio Gaúcha Foto: André Baibich/Agência RBS

O presidente do Grêmio, Fábio Koff, voltou a criticar o modelo de negócios de administração da Arena, acertado entre Grêmio e OAS. Em entrevista à Rádio Gaúcha neste domingo, dia do clássico Gre-Nal 398 em Caxias do Sul, Koff disse que o clube tem pouca autonomia no próprio estádio. Koff afirmou que não há a possibilidade do Grêmio fazer a administração da Arena em dias de jogos. O presidente disse que o clube terá de buscar outras formas de arrecadação, que não através do estádio.

Confira os principais trechos da entrevista:

— O Grêmio tem que pedir licença para treinar e paga para jogar. O São Paulo estava Ameaçado de rebaixamento, como conseguiu lotar os estádios? Baixando o valor dos ingressos.

— Impossível (a administração pelo clube nos jogos), a negociação foi iniciada por aí. Houve resistência total. A empresa que administra o estádio foi criada para esse fim. A expertise que o Grêmio adquiriu nos 100 e tantos anos não prevaleceu. Temos que conviver com essa relação, que já foi pior. O Grêmio tem que criar outros mecanismos de arrecadação, que não o seu estádio

— Eu acho que nós vamos superar esses pequenos problemas e proporcionar condições para que tenhamos uma média (de público) superior. Ela já é boa, mas é boa em decorrer do desempenho do Grêmio, que poderia estar melhor senão fossem alguns resultados que não esperávamos. Esse jogo contra o Corinthians é um outro exemplo em que o torcedor fez a sua opção pelo jogo da Copa do Brasil. Nós não conseguimos redução. Vamos ver se com mais tempo, em outra oportunidade, a gente consegue fazer promoções. Chegou a se cogitar vender ingresso casado com o jogo contra o Bahia, para garantir público e favoreceria o torcedor, mas não conseguimos.

— Estou vivendo no Grêmio um problema que não esperava enfrentar. Perdi o sono pensando em como solucionar. Houve quem me criticasse dizendo que eu estava afastado do clube, que a minha idade seria um problema. Eu fiz todos os esforços para melhorar essa situação. A relação é melhor do que já foi e ainda pode melhorar.

— É um negócio irreversível. A negociação não é a última. No curso de um contrato de 20 anos, teremos outras. O modelo do contrato é perverso. Estamos convivendo com essa dificuldade. Estamos pagando um preço muito grande para proporcionar aos que vierem depois, um contrato menos oneroso para o Grêmio e com preços acessíveis ao torcedor.

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