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Enderson vira unanimidade entre os dirigentes: "Ele domina o vestiário", diz Koff

Técnico teve desempenho elogiado no início de trabalho no Grêmio

Enderson vira unanimidade entre os dirigentes: "Ele domina o vestiário", diz Koff Tadeu Vilani/Agencia RBS
Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

Enderson Moreira venceu seu maior teste até agora. A vitória contra o Nacional, fora de casa, na estreia na Libertadores, deu ao treinador o crédito que ainda faltava para a sequência do trabalho. Dissiparam-se, com o resultado, as desconfianças geradas a partir dos últimos desempenhos no Gauchão. Depois do Gre-Nal, passara a prevalecer entre boa parte dos torcedores a sensação de que o técnico ainda não havia encontrado a fórmula certa para fazer a equipe render. Nesta sexta-feira, Enderson deixa Montevidéu na condição de uma unanimidade dentro do clube, apesar do pouco tempo de casa.

A cada entrevista depois do jogo no Parque Central, os dirigentes demoravam-se nos elogios ao treinador. Fábio Koff destacou sua preleção, na qual Enderson deixou bem claro aos jogadores quais os maiores riscos que o time uruguaio ofereceria na partida.

— Durante a semana, ele viu teipes e tentou neutralizar as armações do Nacional, basicamente no jogo aéreo. O que vimos foram nossos dois zagueiros muito bem postados e Edinho protegendo a zaga — ressaltou.

Cada vez mais, Koff se convence de ter feito a escolha certa quando Renato Portaluppi trocou o clube pelo Fluminense. A aposta em Enderson foi feita, conforme o dirigente, por se tratar de um profissional "preparado, ambicioso, que quer ganhar".

— Hoje, ele domina o vestiário, foi muito bem aceito pelo grupo — observou.

O assessor de futebol Marcos Chitolina não foi menos econômico. De acordo com sua avaliação, Enderson tira proveito da intensa observação sobre os adversários para fazer a leitura correta dos jogos.

— Ele treina as jogadas e elas surgem nos jogos. Prova disso é o próprio gol contra o Nacional, com a passagem de um volante pela lateral e a entrada de outro para cabecear. A equipe está entendendo sua metodologia — acredita.

Chitolina, contudo, evita a euforia. Ressalta que o trabalho recém se inicia e está sujeito a altos e baixos.

— É uma equipe em formação, temos que ter tranquilidade e os pés no chão — pede.

Apesar de ter definido a vitória como "muito especial, fantástica", Enderson manteve o estilo contido. Para ele, o mais importante é que o técnico enxergue o jogo e não entenda que tudo tenha transcorrido de forma perfeita.

— O momento é de alegria, mas minha cabeça já tem que se voltar para o jogo contra o Esportivo, domingo.

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