No fim do tratamento

Com cabelão, Piratinha chama Barcos de "meu" e convida jogador para tomar café na sua casinha

Gabrieli Van Oudheusden Medeiros, a "Piratinha", está quase concluindo o seu tratamento médico

13/03/2014 | 15h40
Com cabelão, Piratinha chama Barcos de "meu" e convida jogador para tomar café na sua casinha Montagem/Arquivo Pessoal,Norival Medeiros
Piratinha em 2013 e, à direita, em 2014 Foto: Montagem / Arquivo Pessoal,Norival Medeiros

Você lembra da Piratinha? Da menina que luta contra uma Leucemia Linfoide Aguda e que é fã do centroavante do Grêmio Barcos? Ela, que completou quatro anos no dia 8 de janeiro e que convidou o argentino para a sua festinha, está quase concluindo o seu tratamento médico.

Confira fotos do primeiro encontro entre ambos

E faz isso mostrando seu lindo cabelo castanho, que voltou a crescer ainda em 2013, ano em que, no mês de maio, teve contato com o seu ídolo, tanto na Arena, como na sua casa, em São Sepé. A cidade fica a 60 km de Santa Maria, local onde todas as quartas-feiras ela realiza sessões de quimioterapia.

— Estou com ela aqui no carro. Acabei de buscar ela no hospital universitário e estamos voltando para a casa — diz um calmo Norival de Souza Medeiros, 26 anos, o pai da pequena Gabrieli, em contato com a reportagem de Zero Hora. A menina havia sido internada na quarta para uma sessão de hidratação de quimioterapia, um procedimento normal no seu tratamento, que encerra no final de 2015.

No próximo dia cinco, fará dois anos que a menina luta contra a doença, e também que os pais zelam pela sua integridade, dia e noite, que sempre fazem de tudo para que ela tenha uma vida normal, igual às crianças da sua idade.

— Claro que temos que ter cuidados, as defesas dela não são muito boas. Cuidamos para ela não mexer em animais e nem ter contato com sujeira — afirma.

Quando chega em casa, Gabrieli continua a sua terapia, mas aí de uma forma mais leve e divertida, assistindo aos jogos do Grêmio. Não perde um. Não pode deixar de acompanhar o seu Pirata. "Seu" mesmo.

— Ela agora trata o Barcos como um familiar, como o "meu Barcos". E ela fica braba quando fazem falta nele — conta. — Ela fala com ele por telefone seguido, e ele liga às vezes — completa.

A menina quer que o jogador a visite de novo. Quer tomar um café com ele em um lugar especial.

— Ela convidou ele para vir tomar café com ela. Quer que ele venha na casinha de madeira dela. E ele falou que virá com sua família — revela.

Gabrieli e Barcos iriam se reencontrar nesta quinta, no jogo entre Grêmio e Newell's Old Boys pela Libertadores, mas a sessão de tratamento da menina impediu que os dois se vissem de novo. Mas, Norival garante que foi só desta vez.

— Estávamos programados para ir nesta quinta. Estava tudo planejado. Agora vamos esperar uma excursão para o próximo jogo, acho que da Libertadores — projeta.

Piratinha e Pirata irão se ver em breve. Pode não ser para um café na sua casinha, mas será certamente para um abraço apertado entre ambos, deixando ainda mais forte os laços que têm. Assim que o o calendário do jogador permitir.

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