Vestiário

Diogo Olivier: o doce sabor do empate

Colunista de Zero Hora relata clima no vestiário gremista após o empate

20/03/2014 | 01h16

Marcos Chitolina com as bochechas vermelhas dizendo "ufa" a quem passasse, andando a esmo nos corredores do Coloso del Parque, do lado de fora do vestiário. Edinho pulando na roda de conversa dos jogadores.

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Wendell sorrindo alto. Rhodolfo recebendo tapas nas costas e abraços até de funcionários argentinos. Gritos. Vozes altas, alguns ensaios de cantorias. E, por fim, o presidente Fabio Koff, quase no fim do papo com jornalistas, dizendo assim, selando o clima do Grêmio no empate em 1 a 1 conquistado nos acréscimos:

— Olha, se o Grêmio passar esta fase, do jeito que está, pode chegar. Vai disputar título.

Foi o fecho de um vestiário alegre como ainda não ocorrera este ano. O presidente, que se confunde com o próprio Grêmio, sem aparentar entusiasmo acima da média, larga a frase que irá embalar os sonhos do torcedor. Sim, por que ele, Koff, ganhou as outras Libertadores. Quem mais, além dele, entende mais do assunto na condição de mandatário?

— Todos marcam no Grêmio. Todos. É assim que se vai longe. Jogando, claro, mas marcando muito — disse Koff, que considerou o empate justo.

Dudu, a novidade em relação ao time que saiu jogando na Arena, parecia ter ouvido o presidente. Mas não ouviu. Mesmo assim, foi dele outra frase que, no embalo da festa, dá o tom do espírito competitivo da equipe de Enderson Moreira, na qual todos são volantes e atacantes, sem e com a posse da bola.

— A gente faz assim: marca e joga, joga e marca, marca e joga. Adotamos este lema. Foi o que nos deu força para buscar o empate. Quando eles recuaram para segurar o resultado, fomos para cima. Jogamos. O gol nos premiou — resumiu Dudu, que ficou sabendo apenas em Rosario que enfrentaria o Newell's.

 
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