Opinião

Luiz Zini Pires: baixou espírito de Libertadores no Grêmio

Colunista de Zero Hora analisa o empate gremista em Rosario

20/03/2014 | 01h13

Duas bolas no poste e três grandes defesas de Marcelo Grohe sacudiram o Grêmio. Mas foi preciso sofrer um gol. Só o gol do craque Maxi Rodríguez, numa falha coletiva da zaga, encorpou o Tricolor, acelerou o time, que passou os últimos 10 minutos em Rosário cercando a grande área do Newell’s. Tanto que o gol de empate nasceu aos 46 minutos do segundo tempo, depois que Rhodolfo escorou um cruzamento de Barcos. A derrota seria pura injustiça. A partida foi muito equilibrada, indefinida até o segundo definitivo do relógio do bom árbitro equatoriano, Carlos Vera Rodríguez.

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O Grêmio mostrou espírito de Libertadores, foi corajoso e solidário, não se entregou ao Newell’s, dono de um estádio lotado e animado. Pareceu tão argentino como os argentinos.

O final da partida na Argentina foi trepidante. O empate, o 1 a 1, deu aos gaúchos o precioso ponto que os segura no primeiro posto do grupo da morte do torneio. O adversário cansou no final, já estava exausto antes mesmo do seu gol, se entregou depois ao vigor e a preparo físico dos brasileiros.

Enderson Moreira escalou um time sem armadores, com três volantes e três atacantes. O Grêmio ficou estéril no meio, porém forte na defesa. Atacou, mas não criou situações de gol. Fez um bom jogo, mas não conseguiu segurar a bola, na maior parte do jogo sob o controle do Newell’s. A campanha gremista é a quarta entre os 32 da competição.

Garçom na preciosa cabeçada de Rhodolfo, Barcos fez outro jogo discreto, assim como Luan e Riveros. O centroavante teve a bola no jogo nos pés, como na Arena, quinta-feira passada, e perdeu.

Marcelo Grohe, apesar da falha no gol,Rodolpho, Werley e Wendell  foram os melhores, Edinho e Ramiro, incansáveis. Surpresa da noite, Dudu se atrapalhou nas jogadas ofensivas. Foi, no entanto, um incansável marcador e um soldado tático do treinador. Com Alán Ruiz, a postura ofensiva poderia ter sido outra, mais útil.

Moreira precisa ensaiar melhor as cobranças de faltas, sempre óbvias, um cruzamento para a grande área. Seu time, porém, anima. Pode dar mais. A opção de Ramiro na lateral direita no lugar de Pará é um começo. O Grêmio ainda precisa de ajustes. Só que parece pronto para vôos mais altos.

 
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